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Deckard

As Falsas Sensações De Risco E Segurança

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O que ele disse é que não faz sentido testar um produto sob parâmetros e condições para as quais ele não foi projetado. Pelos testes da época, o Santana era "seguro". Para os padrões de hoje, não mais. O que não quer dizer que o carro era ruim - apenas tinha exigências de segurança diferentes.

Ele não falou que não devemos nos importar com segurança veicular. Apenas que não devemos supervalorizá-la, pois em determinadas situações o carro fará menos diferença que a pecinha entre o banco e o volante.

Ele não disse que a queda no número de mortes é irrelevante. Ele disse que outros fatores (educação no trânsito, conservação das estradas, sinalização) seriam mais determinantes para essa queda do que apenas a maior segurança dos carros. A incrível evolução da medicina provavelmente teve impacto MUITO maior nessa queda.

Você pode até argumentar que a argumentação do autor nesse ponto foi mais intuitiva do que embasada em dados, ainda que faça bastante sentido. Mas seria difícil estabelecer uma correlação estreita entre a segurança veicular e a sobrevivência de alguém (será que verificam se alguém que foi vivo para o hospital não morreu horas depois em consequência do acidente, por exemplo?).

Eu concordo com voce que o mais importante é o motorista, se o cara for ruim não adianta os outros itens, porem ha de se ver o que seria essa prudencia no transito, pra muita gente ser prudente é andar a 70km/h em uma BR, esse tipo de atitude acaba causando o acidente, aqui em Curitiba acontece algo extremamente prejudicial ao transito e ao meu ver até perigoso que é em avenidas que tem radar de 70 as pessoas freiam a 50 ou até menos achando que é prudencia, sendo que o radar tolera até 10% a mais, ou seja vc passar a 70 no seu carro ele ja tem aquele percentual a menos(ta marcando 70 mas vc ta na verdade a 67-68) e tem a tolerancia de 10% a mais na maquina.

a questão de exigencia é o padrão que se pedem hoje, acho que esses testes tentam se aproximar da condição real no transito, ele vai se adaptando, como tudo no mundo vai evoluindo, claro que vai ter diferença entre os testes, isso é perfeitamente normal, eu acho carros antigos muito mais inseguros que os atuais mesmo com a mesma pontuação em testes.

De fato tudo contribui para menos mortes no transito, mas todos sabem que no Brasil as questões que voce colocou não acontecem, esses cursos pra aprende a dirigir são uma merda, as ruas são uma desgraça e a sinalização tambem, eu ja pulei lombada pq não tinha placa, a lombada não era pintada e tava de noite, não consegui ver, isso pode causar um acidente muito grave, então acaba sobrando pra vc investir na segurança do seu carro, infelizmente Brasil é isso.

Eu concordo que a medicina evoluiu muito mas tambem acho que muito dessa influencia são os carros mais seguros, tem alguns carros ai que não adianta medicina nenhuma no mundo, se vc bater um gol quadrado ai a 100km/h um abraço.

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Que verborragia... Eu to vendo o teste do Megane, a proposta era a seguinte:

1 - Na Alemanha a maior taxa de mortes ocorre nas Landstrassen, estradas simples de velocidade máxima entre 80-100 km/h.

2 - Se alguém viaja a 100 km/h, ao reconhecer o obstáculo ele tem 50 m metros para freiar até 64 km/h (contando o tempo de reação).

3 - Se ele estiver a 110 km/h, no mesmo espaço ele vai conseguir freiar só até a 80 km/h

Vejam só o resultado do teste a 80 km/h para o motorista do Megane

Ergebnis_Fahrer2_95x95_24579.jpg

Mesmo a 80 km/h o resultado foi melhor que muitos carros brasileiros a 64 km/h.. Então como 1 estrela pode ser equivalente a 5?

As estradas simples são as estradas mais perigosas em qualquer país. Na Alemanha representam 60% das mortes. Pq o teste deve ser feito na velocidade mais baixa, que não representa a maioria dos acidentes fatais para os ocupantes dos veículos?

Mas o argumento que se você bater um carro 5 estrelas devagar vai se machucar é ofensivo a inteligência. Então se você tem um carro de 5 estrelas no NCAP e estiver batendo a menos de 64 km/h você deve acelerar, pois sua chance de se machucar será menor?

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Muita baboseira pro meu gosto.

Não existe carro seguro, do tipo que nunca vai matar os ocupantes. O que existem são carros mais seguros que outros.

É óbvio que batendo de frente a 140 km/h contra uma carreta, não tem Volvo que te salve, você vai pra vala, a menos que role um milagre (e as vezes até acontece).

Mas não dá pra dizer que um carro de 1 estrela e de 5 estrelas tem o mesmo nível de segurança. É como pegar o exemplo daquele cara que sobreviveu pq tava sem cinto e foi arremessado pra fora do carro que pegou fogo e sair dizendo que cinto de segurança é inútil, não devemos usar. São casos isolados e situações isoladas.

Na maior parte das colisões um projeto moderno e seguro, com airbags até no pescoço do vivente e com a maior quantidade de sopa de letrinhas visando diminuir a cagada, faz a diferença. Não me digam que bater um Agile e bater um C30 dão na mesma, pq daí temos que voltar pra situação da carreta de frente a 140, ali sim não há diferença entre ambos.

O lance da sopa de letrinhas também discordo. A enorme maioria dos imprudentes é imprudente com um Gol como seria com uma 320i. A enorme maioria do povão não faz ideia do que seja EBD, ESP ou TCS, mal e porcamente sabem que ABS "freia melhor", não dá pra dizer que pq eles sabem que o carro é cheio dos itens vão sair abusando por aí. O cara sem noção que entra voando numa curva faz isso de S10 cabrita ou de Fusion, a diferença é que o segundo tem alguns recursos pra tentar manter o pangaré vivo e dependendo do quanto ele abusou, sai da curva ileso, no máximo vai estranhar que o carro deu uma segurada esquisita.

Me digam, quantos conhecidos de vocês que não são entusiastas do mundo automotivo, que são consumidores comuns, são capazes de explicar a função e diferença entre ABS, EBD, ESP e TCS? Eu posso falar dos meus amigos, nenhum sabe, e não faria diferença pra eles o carro ter ou não pq agora com o Gol 1.0 o cara já viaja de pé cravado dando os máximos 155 km/h que ele dá, já pega a Hilux do pai e sai dando pau a 180 km/h. Não vai ser uma série de itens de segurança que vai fazer o cara abusar mais ou menos.

As babás eletrônicas existem pras situações de emergência em que há possível perda de controle, seja por causa de imprudência, seja por emergência mesmo. O EBD pode segurar o sem-noção que entra a 120 numa curva com chuva e precisa frear no susto lá dentro, como também vai ajudar a segurar o meu carro quando um porra-loca vem ultrapassando e me joga no acostamento.

Dizer que essas coisas não são "tão úteis como imaginamos" é querer justificar as carroças inseguras. Se os testes fossem mesmo inúteis as montadoras não iam investir o quanto investem pra melhorar a segurança dos seus carros e passar nos testes, eles apenas fariam novos testes mostrando que os testes do IIHS e do NCAP são papo furado.

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Não adianta nada os carros serem extremamente seguros, se nego bebe e dirige.......se dirige com sono, ou drogado , entre outros. Claro, nós podemos fazer nossa segurança, deixando uma margem como mencionado no texto, porém hoje em dia esta um pouco diferente dos tempos dos nossos pais e avós; Hoje em dia as pessoas bebem demais, se drogam demais, e ficam no maldito iphone quando estão dirigindo, e com toda certeza um tipo deses de pessoa, pode lhe pegar num cruzamento como aconteceu comigo, ou até mesmo vindo na mão contrário em uma estrada, seja ela simples ou duplicada com canteiro central.

E sim os carros que hoje fazem tudo , encorajam motoristas sem experiência ou habilidade alguma á abusar, pois o carro além de corrigir , irá protegê-los, e por isso sou contra cambio automático e os caraio.......vc tem de dirigir prestar atenção só naquilo, pois sua vida e de outros esta em jogo, é o mesmo que dirigir com uma faca no pescoço ou arma apontada na cabeça, só que as pessoas perderam essa sensação devida a segurança dos carros.

Claro vivemos tempos de transição, muitos falam que não tem mais volta, mas o pouco desses meus 30 anos vivido , tenho visto muitas coisas do passado voltando, inclusive eletro domésticos que tem vida útil curta, e muita gente atualmente tem comprado ou reformado um antigo usado que dura mais, e o mesmo inclusive esta valendo para apartamentos e casas. Acredito que um dia isso acontecerá em menor proporção com os carros, pois o boom da novidade esta acabando as cidades, cada vez mais congestionadas, e só terá carro mesmo quem ama, e quem ama dirigir, e esses terão carros antigos, bons e muito bem cuidados, que lhe darão menos despesas e mais prazer ao volante.

abs

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Muita baboseira pro meu gosto.

Não existe carro seguro, do tipo que nunca vai matar os ocupantes. O que existem são carros mais seguros que outros.

É óbvio que batendo de frente a 140 km/h contra uma carreta, não tem Volvo que te salve, você vai pra vala, a menos que role um milagre (e as vezes até acontece).

Mas não dá pra dizer que um carro de 1 estrela e de 5 estrelas tem o mesmo nível de segurança. É como pegar o exemplo daquele cara que sobreviveu pq tava sem cinto e foi arremessado pra fora do carro que pegou fogo e sair dizendo que cinto de segurança é inútil, não devemos usar. São casos isolados e situações isoladas.

Na maior parte das colisões um projeto moderno e seguro, com airbags até no pescoço do vivente e com a maior quantidade de sopa de letrinhas visando diminuir a cagada, faz a diferença. Não me digam que bater um Agile e bater um C30 dão na mesma, pq daí temos que voltar pra situação da carreta de frente a 140, ali sim não há diferença entre ambos.

O lance da sopa de letrinhas também discordo. A enorme maioria dos imprudentes é imprudente com um Gol como seria com uma 320i. A enorme maioria do povão não faz ideia do que seja EBD, ESP ou TCS, mal e porcamente sabem que ABS "freia melhor", não dá pra dizer que pq eles sabem que o carro é cheio dos itens vão sair abusando por aí. O cara sem noção que entra voando numa curva faz isso de S10 cabrita ou de Fusion, a diferença é que o segundo tem alguns recursos pra tentar manter o pangaré vivo e dependendo do quanto ele abusou, sai da curva ileso, no máximo vai estranhar que o carro deu uma segurada esquisita.

Me digam, quantos conhecidos de vocês que não são entusiastas do mundo automotivo, que são consumidores comuns, são capazes de explicar a função e diferença entre ABS, EBD, ESP e TCS? Eu posso falar dos meus amigos, nenhum sabe, e não faria diferença pra eles o carro ter ou não pq agora com o Gol 1.0 o cara já viaja de pé cravado dando os máximos 155 km/h que ele dá, já pega a Hilux do pai e sai dando pau a 180 km/h. Não vai ser uma série de itens de segurança que vai fazer o cara abusar mais ou menos.

As babás eletrônicas existem pras situações de emergência em que há possível perda de controle, seja por causa de imprudência, seja por emergência mesmo. O EBD pode segurar o sem-noção que entra a 120 numa curva com chuva e precisa frear no susto lá dentro, como também vai ajudar a segurar o meu carro quando um porra-loca vem ultrapassando e me joga no acostamento.

Dizer que essas coisas não são "tão úteis como imaginamos" é querer justificar as carroças inseguras. Se os testes fossem mesmo inúteis as montadoras não iam investir o quanto investem pra melhorar a segurança dos seus carros e passar nos testes, eles apenas fariam novos testes mostrando que os testes do IIHS e do NCAP são papo furado.

exato Knox, acabei falando o mesmo que vc, só que com outras palavras auhauaha

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Ninguém aqui defende montadora nacional nem as porcarias que elas fabricam, incluindo o autor. As idéias básicas do texto que achei mais relevantes são as seguintes:

1. O componente mais importante na segurança automotiva é o humano (algo óbvio para nós do fórum, mas que muitos esquecem ou subestimam hoje em dia); dirigir mais imprudentemente que antigamente contando com a eficácia de dispositivos de segurança ativa e passiva pode eliminar a vantagem que esses dispositivos trazem (em português claro, nenhuma tecnologia faz milagre);

2. Testes de segurança no mesmo veículo podem chegar a resultados bem diferentes, fazendo bastante diferença se o fabricante focou no NCAP ou em algum outro. Achei particularmente interessante o contraponto entre a NHTSA e o NCAP. Ou seja, a própria definição de "segurança" depende da metodologia usada. Sabem aquele ditado que diz que "passa no vestibular não o que é melhor, mas o mais preparado para a prova"? O que nos leva ao ponto 3...

3. Não devemos fazer das estrelas do NCAP uma obsessão nem religião. São um parâmetro importante, mas não o definitivo nem incontestável, pois existem outros igualmente válidos. Além disso, o corpo humano tem limites. A partir de um certo patamar, ferimentos graves ou morte são inevitáveis; isso reforça o ponto 1;

4. Por fim, a convergência tecnológica está aproximando cada vez mais os veículos nesse aspecto (com reflexo inclusive no design), de modo que, cada vez mais, investimentos em segurança farão menos diferença nos testes de impacto, com consequente nivelamento das marcas nesse aspecto.

Se vocês me perguntarem se continuarei procurando comprar os carros mais seguros possíveis dentro dos critérios de que dispomos, a resposta continuará sendo um grande SIM. Afinal exigir melhores produtos passa também, ou principalmente, por carros que protejam melhor seus ocupantes, e não apenas mais bonitos, bem-acabados ou econômicos. Mas que decidamente o texto é um ótimo contraponto ao radicalismo dos safety-obsessed (que acham, por exemplo, que se um carro não tiver 12 airbags nem ABS 9.0 ele é inseguro e vai matar os ocupantes), isso ele é.

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Faltou mencionar no meu post anterior um trecho que achei particularmente significativo:

"Quando os aspectos de marketing se impõem com tanta força sobre as questões técnicas, resta a dúvida se ao atenderem as 5 estrelas NCAP os carros realmente estão mais seguros por uma norma melhor de segurança ou se simplesmente estão sendo projetados para passarem num teste que pode estragar a imagem do produto no mercado desde seu lançamento."

Reitero que, como consumidores, temos que escolher o melhor produto, segurança inclusa. Mas que esse parágrafo nos faz refletir, vocês têm que admitir...

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Faltou mencionar no meu post anterior um trecho que achei particularmente significativo:

"Quando os aspectos de marketing se impõem com tanta força sobre as questões técnicas, resta a dúvida se ao atenderem as 5 estrelas NCAP os carros realmente estão mais seguros por uma norma melhor de segurança ou se simplesmente estão sendo projetados para passarem num teste que pode estragar a imagem do produto no mercado desde seu lançamento."

Reitero que, como consumidores, temos que escolher o melhor produto, segurança inclusa. Mas que esse parágrafo nos faz refletir, vocês têm que admitir...

Só acho graça quando resolvem culpar o marketing por falhas que ela não tem o poder de interferir. A grosso modo, e a MUITO grosso modo, o marketing percebe as necessidades do cliente e oferta o que ele precisa. Onde está o erro e o motivo para crucificar o marketing?

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Só acho graça quando resolvem culpar o marketing por falhas que ela não tem o poder de interferir. A grosso modo, e a MUITO grosso modo, o marketing percebe as necessidades do cliente e oferta o que ele precisa. Onde está o erro e o motivo para crucificar o marketing?

Trabalhei vários anos no depto de mkt e vendas de uma multinacional, e não tenho visão tão inocente assim do marketing não...embora nas escolas de marketing se ensine "que não se criam necessidades, elas já estão lá"...a gente sabe que não é bem assim...necessidades são criadas rotineiramente pelos departamentos de mkt.

A obsolência planejada é um exemplo. Quem realmente precisa do mais novo smartphone quad-core tela de 5" e câmera de 8mpixels para ficar consultando facebook a cada 5 minutos? Ou da novíssima SmarTV 3D com resolução 4K (fullHD já é passado) que será trocada em poucos anos? E do novíssimo modelo 2014 que é praticamente igual ao 2013, apenas com um estofamento de nova padronagem, cores novas e uma carroceria reestilizada?

A verdade é que todos somos compelidos a consumir, e em quantidade cada vez maior, porque nos passam a idéia de que isso traz felicidade (e que acaba nos frustrando quando percebemos que não corresponde à realidade). Tem um shopping aqui perto de casa cujo mote é "Lugar de gente feliz"...Basta conversar com alguns analistas para perceber que isso é um mal da sociedade moderna. Não é à toa que tantas pessoas hoje advogam um estilo de vida mais simples.

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