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  1. AVISO: AS CONVERSÕES MONETÁRIAS FORAM FEITAS DE MODO QUE VOCÊ POSSA IMAGINÁ-LOS SE FOSSEM IMPORTADOS PARA CÁ. PODE HAVER VARIAÇÕES. É evidente que ao maravilhoso mundo automotivo que há fora dos muros do Brasil traz muitas curiosidades e, por que não, carros legais e curiosos. Com este fato, vamos então mostrar carros que provavelmente nunca passaram em sua cabeça. Citroën C6 Imagens: Wikipedia e Carscoops O topo de linha da marca (esse sim um carro grande), famosa pelos modelos exóticos e com grande ousadia, chegou em 2005 e, se na Europa parece ter agradado mais como carro-oficial de Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy, parece que agradou o público chinês. Saiu de linha em 2012. No Brasil, é mais raro do que achar político honesto. Em sua segunda geração exclusiva para os chineses, lançada no ano passado, o carro continua trazendo elementos exóticos. E isso não é a primeira vez que acontece naquela terra. Feito sob a plataforma EMP2, plataforma na qual hoje são feitos outros modelos da PSA tais como o 308 de segunda geração, C4 Grand Picasso, 3008 de segunda geração, entre outros. Como se sabe, na China há muitas parcerias entre o estado e as marcas e, no caso da PSA, é uma parceria com a estatal Dongfeng, tornando-a Dongfeng Peugeot-Citroën. Estatal essa que também se juntou com marcas tais como Honda, General Motors, Nissan e Kia. Nada de suspensão com sistema hidropneumático, apesar dos modernos motores 1,6 e 1,8 litro turboalimentados de 167 cv e 180 cv, respectivamente. A transmissão é automática de seis marchas. Fotos: Top Speed. Seu (teoricamente) por R$88 410 aproximados no modelo básico. Citroën C4L Imagem: CarPlace UOL Enquanto na Europa esse segmento praticamente inexiste (dos sedãs derivados de médios-pequenos), ele faz grande sucesso na América do Norte e América Latina. A ideia de fazer um três-volumes do segundo C4 é genuinamente chinesa (assim como o do 308, o 408) e lá o modelo já recebeu algumas atualizações (ano passado), o que, no entanto, não significa uma nova geração. Em versões mais caras há opção por itens de segurança tais como monitoramento de faixa, sistema de alerta pré-colisão, monitoramento de ponto cego e freio de estacionamento com controle eletrônico. É oferecido com os motores 1,2 e 1,6 litro turboalimentados (134 cv e 164 cv respectivamente), assim como transmissão manual de cinco marchas e automática de seis marchas. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$62 757. Teóricos, porque você brasileiro vai continuar com o modelo argentino. Contente-se com isso. Quem sabe a PSA do Brasil (e da Argentina) não se sensibiliza com esse artigo. Peugeot 408 Imagens: CarNewsChina. Se você leu uma das nossas primeiras matérias, sabe que o 408 de segunda geração já chegou no mercado chinês, compartilhando a plataforma EMP2 com os modelos citados acima. O melhor de tudo é que, ao contrário do modelo argentino, não tem a infeliz falsa saída de escape. No interior, destaque para os bancos dianteiros com ajuste elétrico, memória para o motorista e, como em modelos de luxo, massageador e aquecimento (até porque a China tem regiões com baixas temperaturas, principalmente agora no inverno, estação no hemisfério norte, na qual esse artigo está sendo escrito). Há também ar-condicionado com duas zonas de ajuste e detecção de ponto cego. Além de oferecer os mesmos motores do C4L (e transmissões, também), há ainda o 1,8 litro aspirado de 132 cv, nas versões de entrada. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$60 338. Realmente não sabemos se a PSA da Argentina pretende investir nesses novos modelos por lá. Talvez quando o país sair do fundo buraco no qual foi enterrado. Volkswagen Phideon Fotos: CarBlog. Você deixaria de comprar um Audi, Mercedes-Benz ou um BMW para comprar esse carro, com 5,07 metros de comprimento? Certamente teria muitos positivos dos ricos residentes na China. Sucessor natural do Phaeton (um dos maiores fiascos da marca nesse século), esse carro de luxo é um dos grandes concorrentes do C6, trazendo os turboalimentados de 2,0 litros de 221 cv e 3,0 litros V6 de 296 cv (gasolina) e tração integral 4Motion, ambos com transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas. A suspensão dianteira é independente de cinco braços e a traseira é independente de ligação trapezoidal. Bom, se você quer discrição (e não despertar olhares de pessoas indesejadas) então ele vai te atender bem, pois há, como no Phaeton anterior, luxos encontrados só em modelos premium e, neste carro em específico, tem-se ventilação, massageador e ajustes elétricos para ambos os bancos dianteiros, iluminação ambiente configurável, entre outros. Utiliza a plataforma MLB 2 (MBLevo), plataforma modular para motores colocados em posição longitudinal, a mesma utilizada hoje nos novos Audi A4, A8, Q5 e Q7 assim como Bentley Bentayga e Volkswagen Touareg. Volkswagen Ameo ou deixe-o Fotos: TopGear Até os indianos podem ter o Polo e você não. Esse, no caso, é "outra versão" do Polo Sedan (derivado do Polo de terceira geração, que eles também têm e você não), pois o Vento (nome para o outro Polo Sedan), também vendido para eles, é maior (inclusive no entre-eixos). Este aqui, mais curto que um Classic (3,99 m) obtém vantagem tributária por ter menos de quatro metros de comprimento. Coisas de burocratas. Para fechar com chave de tapa na cara, ainda há o motor 1,2 litro de três cilindros em linha e 74 cv e o turbodiesel 1,5 litro com bons 26 kgf.m. Além da caixa manual de cinco marchas, há a automatizada de dupla embreagem e sete marchas (não é referência em confiabilidade, mas volte para cá e olhe para o automatizado I-Motion do Voyage). Interessante é a disponibilidade de itens tais como controle de cruzeiro. Para um carro curto, até que os 330 litros do porta-malas atendem bem. Os carros movidos à diesel fazem muito sucesso entre os indianos, outra possível herança dos britânicos. Seu, teoricamente e por números arredondados, por R$24 644 convertidos. Contente-se com o Voyage, grande carro que retrata a honra da nossa grande indústria nacional. Chevrolet Spark Foto: Wikipedia e CardDekho (última foto do atual modelo após leves cirurgias) Opa, tem algo errado aí. Não, não tem não. Esse simpático carro (não à toa foi desenhado por Giorgetto Giugiaro, tente pronunciar seu sobrenome como "diudiaro"), o Spark de segunda geração, que não existe desde 2009 em uma considerável parte do mundo, permanece para os indianos. Bom, apesar de um projeto um tanto envelhecido, a priori parece ser mais interessante que o Celta, este que saiu de linha há pouco tempo por aqui. É um projeto tipicamente coreano da Daewoo e chegou na Índia em 2007. Teria sido um ótimo carro urbano naquela época para o Brasil, com seus 3,49 metros de comprimento. É movido por um pequeno 1,0 litro de 61 cv. Na mais básica versão, o que há de mais relevante é o ar-condicionado de série... versão essa que em teoria pode ser comprada por aproximados R$17 105 convertidos... Foto: Chevrolet India Chevrolet Sail Fotos: Chevrolet India Na sua terceira geração desde 2014, esse outro projeto chinês parece nos convencer de que o Carlos Barba (desenhista) precisa ser demitido urgentemente de seu cargo na General Motors do Brasil. Esse carro, apesar de seu entre-eixos de apenas 2,46 metros, se destaca pelo espaço interno perante à concorrência na Índia. Oferece os motores de 1,25 litro a diesel (75 cv) e o 1,2 litro a gasolina (83,6 cv), e somente caixa manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$22 526 convertidos (ou R$27 200 convertidos para o sedã). Fotos: Chevrolet India, OnCars.In e MotorBeam.com Honda Brio, Amaze e Mobilio Fotos: Indian Autos Blog, Honda Car India e Zigwheels Outro carro que poderia estar na lista, o Brio convence como carro urbano. No mercado desde 2011, esse pequenino de 3,61 metros agora parece mais belo que nunca, ao ser comparado ao Fiat Mobi, este uma verdadeira obra da arte pós-moderna no setor automotivo que, certamente, provocaria reações da Italdesign. Há também o sedã Amaze (de 3,99 metros, sempre se lembre da legislação indiana de impostos) e a minivan Mobilio (de 4,38 metros). Além de vendido para os indianos (e fabricado na Índia), é feito também na Indonésia e Tailândia. Ao contrario do irmão City, à título de curiosidade, os comandos do sistema de ventilação não foram elaborados por pessoas bitoladas por telas sensíveis e, assim sendo, o sistema de ventilação é controlado por botões físicos. Para o Brio tem-se o motor a gasolina 1,2 16V (88 cv), transmissão manual de seis marchas ou automática de cinco. Amaze, o mesmo motor 1,2 litro (88 cv ou 90 cv) a gasolina, com transmissão manual de seis marchas ou automática de variação contínua, sendo o motor mais potente para esta última transmissão. Há também o 1,5 a diesel de 100 cv, somente com transmissão manual. Já o Mobilio vem com os motores a gasolina 1,5 litro de 119 cv, além do mesmo 1,5 litro a diesel. E somente com transmissão manual. Não encontramos os preços para serem convertidos. Tata Tiago Imagens: Tata Motors. Sim, a Índia tem várias marcas locais, entre elas a Tata (a marca foi fundada em 1862, quando a Índia ainda era colônia do Reino Unido, a Tata Motors foi fundada em 1945 e começou com carros de passeio em 1991), que ficou bem conhecida pelo Nano e que recentemente adquiriu a Jaguar Land Rover. Mas falemos do Tiago. Lançado no ano passado, esse pequeno de 3,74 metros traz itens que iriam constranger muitos carros vendidos aqui no Brasil: controle de estabilidade e repetidores laterais de direção. Afinal, coitadinhas das fabricantes aqui no Brasil, elas perdem muito dinheiro quando colocam estes meros indicadores luminosos... E isso tanto no modelo a gasolina, com o motor 1,2 12V de 85 cv quando no modelo a diesel com motor 1,05 12V de 70 cv, ambos com câmbio manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$15 064 convertidos (no modelo básico a gasolina). Tata Bolt Imagens: Tata Motors Pouco maior que o Tiago (3,82 metros), é uma opção com motores mais potentes e, claro, dentro da ideia de baixo custo predominante naquele país. Com os motores 1,2 turboalimentado de 90 cv e o 1,25 turbodiesel de 75 cv e transmissão manual de cinco marchas, há detalhes como o acionamento automático do limpador de para-brisa traseiro ao engatar a ré, comandos de ar-condicionado pela tela sensível ao toque da central multimídia (coitado de quem for tentar regulá-los nas más pavimentações existentes também na Índia) e controles e comandos ao volante. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$25 142 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina). Tata Zest Imagens: Tata Motors. Esse sedã (com 3,99 metros de comprimento) é uma opção mais cara em relação às duas anteriores, trazendo os motores a gasolina 1,2 litro de 90 cv, além dos turbodiesel 1,25 litro de 75 e 90 cv (este último com turbina de geometria varíavel), com transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada de cinco no mais potente modelo a diesel. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$24 172 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina). Maruti Suzuki Alto 800 Fotos: Maruti Suzuki e CarAndBike Sim, na Índia também tem a Suzuki e, nesse caso, Maruti Suzuki, a subsidiária indiana da marca japonesa. No mercado indiano desde 2012, esse simpático carro urbano é uma opção da marca japonesa de baixo custo. Provavelmente referente ao nome (ou vice-versa), o pequeno motor três-cilindros de 796 cm³ com apenas 48 cv (ou o movido à gás natural, de 40,9 cv) traz economia. Com apenas 3,43 metros de comprimento, traz bolsa inflável para o motorista, ar-condicionado e direção assistida como destaques para as versões superiores. Como você notou, o interior bicolor é algo comum e elogiado pelo mercado indiano (no sul do país as temperaturas médias anuais passam dos 25ºC, você tem ideia disso?), o que certamente aqui geraria más críticas, visto que o tom mais claro é um verdadeiro chamariz de sujeira, enquanto o tom mais escuro tem poderes sobrenaturais para espantar as malditas sujeiras. Não descobrimos seu preço. Maruti Suzuki Alto K10 Fotos: CarAndBike e Indian Autos Blog. Da mesma base do irmão menor acima, o Alto K10, lançado em 2006, é maior (com 3,54 metros) e traz maiores comodidades e motores. Há o motor 1,0 litro com 68 cv, a gasolina, além da versão bicombustível, podendo alternar para gasolina e o gás natural (este com 59 cv). Há transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada monoembreagem de cinco. Um tanto simples em itens de série, na versão básica tem de mais relevante o sistema de ar-condicionado. Ao menos você pode optar por direção assistida, controle interno dos retrovisores (!) e bolsa inflável para motorista. Seu, à partir de R$15 480, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Maruti Suzuki Celerio Fotos: Wikipedia e Maruti Suzuki. O último carro da marca a ser abordado neste artigo (se eu abordasse todos os demais, eu viraria uma extensão do computador), esse urbano de 3,60 metros vem movido por um três-cilindros 1,0 litro de 68 cv, com opção de um manual automatizado de cinco marchas (o básico é transmissão manual de cinco marchas). No mercado desde 2014, esse modelo vem desde a versão básica com ar-condicionado, direção assistida, ficando para as versões mais caras acionamento elétrico dos vidros das quatro portas, sistema de áudio com rádio, toca-CDs, entrada auxiliar e USB e sistema Bluetooth. O carro indiano é também exportado para o Reino Unido. Seu, à partir de R$19 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente. Datsun Go Fotos: Datsun India e Ritu Nissan Sabe-se que a Datsun é uma subsidiária da Nissan há décadas atrás e, ao retornar em 2013, após 25 anos de ausência, tem focado em carros de baixo custo para "mercados emergentes" (novamente, eufemismo para países com população pobre como Brasil, Índia, China e Rússia). Apesar disso, o carro não deixa de ser desinteressante. O Go foi lançado na Índia em março de 2014. O pequeno tem 3,78 metros de comprimento e é movido por um câmbio manual de cinco marchas e um três-cilindros aspirado 1,2 litro, de 68 cv. Apesar da simplicidade, os freios a disco dianteiros são ventilados (até hoje não são no Peugeot 208 de entrada vendido no Brasil, o "compacto premium")... destaques para o computador de bordo (com funções de consumo médio, consumo instantâneo, distância restante para esgotar o tanque de combustível), orientador para trocar de marchas... mas é só isso. Não há freios antitravamento nem na versão mais cara, que de mais relevante tem bolsa inflável só para o motorista. Mas pelo menos é um carro bem acessível, custando, à partir de R$15,5 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente. Infelizmente não serão abordadas as dezenas de carros que possam existir nesse artigo pois, como se sabe, ficaria ainda mais extenso. Agora, você já imaginou se pudesse ter acesso à esses modelos curiosos aqui no Brasil? ¹ Sejamos justos, o PIB per capita indiano é quase um terço do brasileiro. Para mais informações, cheque isso e isso. Você ainda pode ver a postagem original.
  2. Um dos maiores mercados automotivos do mundo, os EUA realmente trazem algumas particularidades, que serão comentadas ao longo dos carros. Venha descobrir um pouco sobre a cultura automotiva deles. 25. Chevrolet Cruze (171 552 vendas) Um dos carros da Chevrolet mais vendidos no globo (influenciado consideravelmente pela China, cuja foi o maior mercado no modelo em 2014), o Cruze chega em sua segunda geração ano passado, saindo da mesma linha de Ohio, desde quando chegou em 2011. Compartilha a plataforma com o Opel Astra K e, apesar do mercado americano continuar preferindo a transmissão automática, o modelo tem disponível também a transmissão manual de seis marchas. Além disso, o motor 1,4 litro com turbocompressor (152 cv) torna-se básico para todas as versões (na geração anterior, a LS ficava com o aspirado 1,8 litro), ganha aparatos de segurança, melhorias estruturais e no comportamento dinâmico, este último elogiado pelas mídias no país. Ainda não veio com o motor a diesel, curiosamente presente no modelo anterior para os americanos. 24. Toyota Tacoma (174 117 vendas) Quando se fala em Estados Unidos, você pode colocar na sua cabeça picapes, e picapes que aqui no Brasil seriam consideradas pelo menos de grande porte. A Tacoma, única picape da marca que entrou nos 25 veículos mais vendidos no ano passado, é a porta de entrada da marca para esse segmento (compact pick-up truck), e, como de praxe em veículos da marca no país, foi elogiada pela qualidade construtiva. Atualmente na terceira geração, que chegou no mercado em setembro de 2015. Você pode optar por câmbio manual de seis marchas ou automático de seis marchas (para ambos os motores disponíveis ao carro), sendo o motor 2,7 litros quatro-cilindros o motor básico, enquanto o maior 3,5 litros V6 é opcional. Somente a gasolina. 23. Jeep Wrangler (176 053 vendas) Esse legítimo utilitário e com grande capacidade fora-de-estrada, na terceira geração desde 2007, vem com tração nas quatro rodas, três ou cinco-portas, câmbio manual de seis marchas e o motor Pentastar 3,6 V6 de 285 cv. Há opções pela transmissão automática de cinco marchas, assim como capota rígida, bloqueio de diferencial traseiro e dianteiro (na versão Rubicon, com também relação de transmissão 4,0:1). Está prevista a nova geração para setembro deste ano. 22. Jeep Cherokee (183 356 vendas) Apesar da compra da Chrysler pela Fiat ter gerado controvérsias entre o público no país (para não citar o desenho da dianteira), que não considera a Fiat uma marca confiável¹, o Cherokee, modelo médio da marca, tem predicados como o confortável e bem empregado interior. Vem com o básico motor 2,4 litros de 184 cv, podendo-se escolher o 3,2 V6 de 271 cv, ambos com a transmissão automática de nove marchas. Há opção de tração integral. A geração está no mercado desde junho de 2013 e divide plataforma com carros como o Alfa Romeo Giuletta. 21. Hyundai Sonata (185 614 vendas) Atualmente em sua sétima geração (desde 2014), o modelo médio tem certa semelhança visual com o Genesis, um dos topos de linha da marca (acima do Azera, inclusive). Menos ousado que o antecessor, mas sem deixar de aparentar modernidade, vem movido por um 2,4 litros de 185 cv e transmissão automática de seis marchas. Há ainda o 1,6 litro com turbocompressor, 178 cv e transmissão automatizada de dupla embreagem de sete marchas, assim como o modelo híbrido e elétrico, já muito comum no mercado americano. Tem ainda o 2,0 litros, também com turbocompressor, com 245 cv (e curiosamente com a transmissão automática de seis marchas, a mesma do motor de entrada), na versão Sport. 20. Hyundai Elantra (188 763 vendas) Um dos estreantes da nova filosofia da marca, a qual traz modelos menos ousados em desenho (inclusive o interior), o Elantra se mostrou um carro confiável para o público. O motor de entrada é o 2,0 litros de 147 cv, com transmissão manual ou automática, ambas de seis velocidades. O Elantra Sport tem 201 cv no motor turbinado de 1,6 litro. São disponibilizados os aplicativos Apple CarPlay, Android Auto, assim como aquecimento para os bancos traseiros. Há ainda sistemas de segurança tais como assistente para faixa e frenagem automatizada de emergência. 19. Jeep Grand Cherokee (189 023 vendas) Um dos grandes ícones da cultura americana, com resquícios até os dias de hoje, o Grand Cherokee une conforto e capacidade fora-de-estrada. O básico tem o 3,6 V6 de 295 cv, com transmissão automática de oito marchas e tração traseira. Pouco comum no mercado, ainda tem-se como opção o turbodiesel 3,0 V6 de 240 cv e o forte 5,7 V8 com 360 cv, além de três configurações variáveis de tração nas quatro rodas. Está desde 2011 em sua quarta geração. 18. Nissan Sentra (197 672 vendas) Ao contrário do Brasil, onde o que parece haver é uma grande desconfiança com relação à Nissan (além da própria marca parecer não ajudar a divulgar seus produtos), a marca tem por lá a mesma reputação das demais marcas japonesas, de confiabilidade à eficiência. O Sentra, presente desde 2012 por lá na sétima geração e, desde 2015, com o visual mais esportivo. Curiosamente, o modelo trocou pelo motor 1,8 litro de 124 cv (o mesmo utilizado até pouco tempo atrás no Tiida vendido aqui, mas com dupla variação de tempo de válvulas), ao contrário do Sentra mandado para o Brasil (tanto o vendido nos EUA quanto o aqui é mexicano), que permanece com o 2,0 litros. Com o motor menor, o carro foi criticado pelo desempenho, apesar do bom espaço interno e materiais de acabamento. Há opção por câmbio manual de seis marchas ou automático de variação contínua (CVT). Se quiser um mais forte, a versão SR Turbo tem o motor de 188 cv, 1,6 litro com turbocompressor, também aplicado ao Renault Talisman, à título de curiosidade. Tal versão tem também modificações na suspensão e somente transmissão manual. 17. GMC Sierra (198 390 vendas) GMC, uma das várias divisões da General Motors, focada em picapes, utilitários e demais veículos comerciais, além de comumente fazer aparições em carros de famílias americanas nos filmes, ainda faz muito sucesso de vendas (em tempos de petróleo barato, principalmente). À grosso modo o Chevrolet Silverado com a logomarca de três letras (e com mais requinte), essa picape tem três opções de motores, a básica com o 4,3 V6 de 285 cv, e opções de 5,3 e 6,2 com oito cilindros em “V”, sendo as duas primeiras com a transmissão automática de seis marchas e a última com transmissão automática de nove marchas. Tração nas quatro rodas é opção para todos os modelos. 16. Chevrolet Malibu (205 117 vendas) Presente desde 1964, o médio da marca, que nasceu como um grande modelo de mais de 5 metros, ainda demonstra a preferência existente pela marca por parte dos consumidores. Na nona geração desde ano passado, o modelo traz visual mais moderno, mais espaço para as pernas e melhores materiais de acabamento. E só com motores turbinados: o básico 1,5 litro; o 2,0 litros de 250 cv é opcional. Ambos têm tração dianteira e câmbio automático de seis marchas. E para completar, o modelo híbrido. 15. Chevrolet Equinox (215 000 vendas) No grande inspirador mercado para a preferência brasileira pelos utilitários, o médio Equinox está em sua segunda geração, desde junho de 2009, feito também no Canadá. Dois motores são oferecidos... o quatro-cilindros 2,4 de 182 cv e o opcional V6 3,6 de 301 cv, ambos com transmissão automática de seis marchas, com tração dianteira ou integral. Já envelhecido (apesar de já ter disponíveis alerta de colisão e assistência para estacionamento), o modelo deve vir todo novo esse ano, com motores turbinados, inclusive. 14. Ford Explorer (226 650 vendas) O utilitário grande (e com 5,01 metros) carrega sete pessoas (algo comum nesses carros vendidos lá) e com um grande motor embaixo do capô. Apesar do porte e do motor, tem tração dianteira (a tração integral é opcional). Motores são o 2,0 litros de 240 cv (o mesmo no Fusion Titanium vendido no Brasil, o turbinado), 3,5 V6 aspirado de 290 cv e 3,5 V6 turbinado com 365 cv. Todos vêm com transmissão automática. Está na quinta geração e é feito desde 2010. 13. Ford Fusion (246 708 vendas) O médio da Ford, hoje também Mondeo na Europa, de fato, também agradou aos americanos. Confortável, bem-acertado dinamicamente e, agora, com desenho mais esportivo, tem opções que vão desde o quatro-cilindros 2,5 litros de 175 cv até os dois turbinados 1,5 litro de 181 cv e o 2,0 litros de 245 cv. Transmissão automática de seis marchas e tração dianteira são básicos em todas as versões, com a tração integral como opção. Há ainda o Fusion Sport, com o 2,7 V6 de 325 cv (e dois turbocompressores), além do híbrido e elétrico. Tem para todos os gostos, não? 12. Ford Escape (281 281 vendas) Um dos carros que faria grande sucesso no Brasil (daqui a pouco vou ter que fazer uma lista...), já que investir em utilitários parece ser o melhor que há nesses tempos de crise, o Explorer, o Focus com pinta de utilitário, vem com o básico motor 2,5 litros de 168 cv, além do 1,6 litro de 179 cv e o 2,0 litros de 245 cv, estes últimos com turbocompressor. Tração integral é opção nos modelos turbinados. Ainda há tela sensível ao toque no Ford Sync de terceira geração. O modelo está em produção desde abril de 2012, na segunda geração. 11. Nissan Altima (282 617 vendas) Outro modelo que parece sofrer do mesmo mal do irmão menor Sentra no Brasil, o Altima também ganhou novo visual, ficando agora, realmente, difícil distinguir hoje um Sentra de um Altima de um Maxima, sem se atentar a detalhes tais como largura e comprimento. Ele mantém, nessa quinta geração (desde 2012), o quatro-cilindros 2,5 de 182 cv e o 3,5 V6 de 270 cv, ambos com a transmissão CVT. Existe ainda a versão SR, com mudanças na suspensão, aletas para mudanças de marcha no volante e rodas exclusivas. Sem esquecer a segurança tem ainda o controle de cruzeiro adaptativo. 10. Nissan Rogue (289 427 vendas) Conhecido também como X-Trail, esse é o utilitário compacto da marca, comercializado também na Europa e bem avaliado por mídias de imprensa tais como a britânica CarWow. Ele vem somente com o motor 2,5 litros de 170 cv e transmissão CVT, sem deixar de mencionar o modelo híbrido (e também tem opção de tração integral). Como se sabe, hoje a Renault e Nissan firmaram uma parceria e, portanto, esse modelo usa uma arquitetura modular que serve desde o Kwid também ao Talisman! Está desde 2013, na segunda geração. 9. Honda Accord (311 352 vendas) Outro carro praticamente esquecido no Brasil, cujo público prefere o status de uma marca de luxo alemã, o Accord (nona geração desde 2012) retrata parte da história no mercado do país como um dos carros mais vendidos da história. Chegou em um período de crise do petróleo, ganhou cidadania anos depois e hoje permanece, à grosso modo, como um Civic mais confortável, refinado e espaçoso. É claro que o mais vendido é o quatro-cilindros, mas o V6 entrega desempenho páreo a modelos esportivos. Transmissão manual de seis marchas é básico nas carrocerias cupê e sedã, junto com o 2,4 litros de 185 cv. Os modelos Sport têm pouco mais de potência, com 189 cv do mesmo motor. O já mencionado modelo com o motor V6, 3,5 litros de 278 cv, tem transmissão automática. No cupê de mesmo motor, há opção pelo manual de seis marchas. A transmissão CVT, curiosamente, tem somente nos modelos quatro-cilindros. Todos têm tração dianteira. 8. Toyota RAV4 (314 925 vendas) Apesar da logomarca, o modelo (tente pronunciar agora “aurreivifóur”) é pouco expressivo no Brasil em vendas. Começou nos anos 90 como um veículo bem distinto em aparência, de aparência rugosa, com pinta de utilitário para grande capacidade fora-de-estrada. Como todos os outros utilitários da mesma categoria, está se assemelhando mais a um carro de passeio e, na quarta geração há quase quatro anos, ele evidencia que esse segmento evoluiu expressivamente desde aquela época. Transmissão automática de seis marchas e motor 2,5 litros de 176 são básicos em todas as versões, com tração dianteira ou integral (o anterior havia opção de um forte V6). Como não pode deixar de ser, há também o híbrido. 7. Honda CR-V (319 557 vendas) O maior rival do RAV4, o CR-V (mais um desafio para você, tente pronunciar “siéurví”), é o utilitário compacto mais vendido naquele país. Um dos poucos carros nos quais se pode levar cinco pessoas com conforto de fato, ele estava na quarta geração até 21 de dezembro do ano passado (com prováveis restantes modelos da geração prévia com desconto), quando ele mudou totalmente e ganhou motor turbocomprimido e interior mais refinado. Ao contrário do Brasil, ele vem com o mais adequado 2,4 litros de 185 cv. A transmissão é sempre a automática de cinco marchas, com também opção de tração integral. 6. Honda Civic (335 445 vendas) Realmente, é de se surpreender que o Civic esteja à frente do irmão maior Accord em vendas, visto que o Accord sempre vendeu mais. Continuando como um modelo compacto, bem-construído, seguro, confiável e de manutenção barata, o carro teve significativas melhoras desde a nona geração, geração cuja recebeu duras críticas da imprensa na época. Agora eles ganharam o 2,0 litros de 158 cv, além do 1,5 litro turbinado de 174 cv como opção. Há agora carroceria hatchback (importada do Reino Unido), além da cupê e sedã. Transmissões disponíveis são a manual de seis marchas e automática de variação contínua. No hatchback, somente a versão mais potente. Há ainda a opção do mesmo motor com 180 cv, na versão Sport. Atualmente na décima geração, desde 2015, trazendo desenho exterior mais esportivo e abolindo o painel de “dois andares” das duas anteriores gerações. Vai chegar ainda as versões Si e Type R. Pelo menos para eles. 5. Toyota Corolla (346 999 vendas) Na sua décima primeira geração desde 2012, o Corolla havia chegado com o desenho mais esportivo, exclusivo nos EUA o que, de maneira irônica, não se repetiria no interior, com detalhes e linhas de gosto infeliz e que ao menos trazem memórias do passado. Ano passado recebeu uma leve plástica que, pelo menos na visão do autor, foi um tanto infeliz. O interior, que poderia receber maiores mudanças, pouco mudou. Quase considerado o carro de entrada da marca (carros como o Yaris, disponível no mesmo país, não têm tanta relevância em vendas), o carro continua somente com o motor 1,8 de 132 cv (ou 140 cv na versão LE Eco), e com opções de transmissão manual de seis marchas e a automática CVT. A transmissão automática de quatro marchas esteve disponível por alguns anos na mais básica versão L. Apesar das pretensões de um meio de transporte simples, o modelo tem controle de cruzeiro adaptativo, assistência de faixa e frenagem de emergência automatizada. 4. Toyota Camry (355 204 vendas) Outro modelo com vendas inexpressivas no Brasil, o Camry está em sua sétima geração, desde 2011. Em 2014 recebia uma cirurgia tornando-o mais atraente externamente. Permanecem os motores 2,5 de 178 cv e o 3,5 V6 de 268 cv, todos com tração dianteira e transmissão automática de seis marchas. E claro, há ainda o modelo híbrido. Tem-se também a versão XSE, com apelo mais esportivo (não apenas apelo) com detalhes estéticos e maior rigidez na suspensão, apesar de em essência permanecer um carro de tocada tranquila, para você andar por mais de 1 000 000 Km sem quaisquer canseiras. 3. Ram Pickup (441 862 vendas) Existe uma legislação ambiental realmente bizarra nos EUA: para carros de passeio, é mais rígida até que a Europa, mas para picapes e utilitários... bem, você sabe, o americano continua adorando os grandes motores V8 e V6 (e a gasolina), e o Dodge R... Ram Pickup continua demonstrando que essa tradição não deve acabar cedo. Tente invadir a Área 51 e você será abordado por um caminhão desses. Eu sei que você gostaria de chamá-lo de Dodge Ram. Mas a Fiat preferiu denominá-lo como Ram (acresça uma numeração, dependendo da versão e motorização). Na quarta geração desde 2009, está disponível com os motores: 3,0 V6 de 240 cv (o único turbodiesel disponível), 3,6 V6 de 305 cv, 5,7 V8 de 395 cv, para o Ram 1500. Para o Ram 2500, tem ainda o 6,7 turbodiesel, seis cilindros em linha, 385 cv e 110,4 kgf.m...Cabine simples ou dupla, tração traseira ou nas quatro rodas, desde 2009 na quarta geração. 2. Chevrolet Silverado (520 604 vendas) Mais uma picape que seria considerada um caminhão no Brasil, a Silverado esteve por alguns anos por aqui, saindo de linha logo depois. É claro que essa picape não se comportará como um carro, mas quem se importa? Pegue o seu copo do Starbucks, ouça o rádio e o dirija tranquilamente com uma só mão. Desde dezembro de 2012, a terceira geração dessa grande picape (grande para os termos americanos, também) traz de série o motor 4,3 V6 com 42 kgf.m e transmissão automática de seis marchas. Se quiser mais força, tem ainda os V8 5,3 com 52,8 kgf.m ou 6,2 com 63,5 kgf.m, sendo a transmissão automática opcional na primeira e de série na segunda. Cabine simples, cabine simples com entre-eixos maior, cabine dupla, cabine dupla com mais espaço no banco traseiro e ainda cabine dupla com mais espaço no banco traseiro e com maior caçamba. Tração traseira ou nas quatro rodas. 1. Ford F-Series (733 287 vendas) Um dos maiores ícones da tradição americana, a F-150 está na liderança há mais de 30 anos e não deve sair tão cedo. Com geração toda nova (décima terceira) que chegou em novembro de 2014, a picape traz o 3,5 V6 aspirado de 34,9 kgf.m como ponto inicial, havendo ainda o 2,7 V6 com turbo e 51,7 kgf.m e o 5,0 V8 com 53,4 kgf.m como opcionais, todos com a transmissão automática de seis marchas. O opcional 3,5 V6 com dois turbocompressores e 64,9 kgf.m e com transmissão automática de dez marchas traz ainda mais força para fazer reboque. Cabine simples, cabine estendida e cabine dupla, com tração traseira ou nas quatro rodas. ¹ ver: https://www.cars.com/articles/consumer-reports-reliability-study-toyota-thrives-fiat-fails-1420682551916/ Fonte das imagens e informações sobre os veículos: http://www.caranddriver.com/flipbook/sales-tale-these-are-the-25-best-selling-vehicles-of-2016# Você pode também olhar o blog.
  3. Você sabe que, no cenário brasileiro atual, sem muitas perspectivas para recuperação, investir em carros torna-se cada vez mais difícil. Homologar um modelo para a burocracia "braso-soviética" não é para qualquer um, os impostos são escorchantes... eu sei, eu sei que para você é chato ficar repetindo. Mas a realidade tem de ser mostrada. Apesar de tudo isso, 2016 foi um ano de muitos lançamentos dos utilitários, segmento que foi o que de fato trouxe boas novidades. Independentemente se você gosta deles ou não, o fato é que investir neles é o que há de menos arriscado para agora. E quando se investe em carros, o retorno esperado é para os próximos anos. Dito isso, vamos então aos carros que, na minha visão, poderiam fazer sucesso no labiríntico mercado brasileiro de carros. Independentemente em um mercado fechado (como agora) ou aberto (como foi em parte da década de 90). Mazda CX-3 Imagens: Jalopnik e Consumer Guide, respectivamente. Esse seria um grande concorrente no segmento dos utilitários no qual está inserido Honda HR-V, Nissan Kicks, Ford Ecosport, Jeep Renegade, Peugeot 2008 e JAC T5. A Mazda por aqui ficou conhecida nos bons tempos de real forte e muitos importados com o seu MX-3 e o MX-5, na década de 90, ficando até a primeira década de 2000, quando encerrou as suas operações de vez. Assim como o HR-V, ele traz desenho esportivo e, como tradição da marca, um bom comportamento dinâmico, além do interior. E sem deixar de mencionar a confiabilidade e robustez. Atualmente é feito em Hiroshima, no Japão, e não deixaria de ser interessante com o SkyActiv 2,0 litros de 146 cv. Oferece transmissões automática e manual, ambas de seis marchas. Em uma conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete), ficaria por volta de R$44,7 mil. Mazda CX-5 Fotos: Consumer Guide Outro japonês que seria competitivo, o modelo é feito na mesma linha de Hiroshima e poderia bater de frente com carros como o Hyundai Tucson (não usarei a terminologia e denominação da Hyundai Motor Brasil), além de Toyota RAV4, Jeep Compass, Honda CR-V, entre outros. Tem opções por transmissão manual ou automática de seis marchas, e motores 2,0 e 2,5 litros (este último sem opção por câmbio manual). Nada mal. A versão mais barata, no México, nas mesmas metodologias utilizadas, custa R$60 mil aproximados. Toyota Yaris Fotos: Auto Cosmos e Toyota Mexico. Outro carro que poderia ser comercializado. Econômico, eficiente, durável e confiável. Você precisa mais que isso em um carro desse segmento? Vem com transmissão manual de cinco marchas ou transmissão de variação contínua, no motor 1,5 litro de 107 cv. Mas não, a Toyota do Brasil decidiu que o Etios ocuparia este lugar. E você que engula. Os mexicanos, os chilenos, eles podem. Você não. Fique apenas com o Etios. Você não tem esse direito. Contente-se com isso. R$30,9 mil na versão mais básica, também do México. Toyota Camry Fotos: Consumer Guide. Toyota, desista de importar o Camry do Japão. Importe do México! Além de mais bonito, ainda mais barato. Em um segmento hoje dominado pelo Ford Fusion, é certo que, se trouxesse um preço competitivo (ou menos caro) para tanto os modelos de motor 2,5 litro (178 cv) quanto os 3,5 V6 (268 cv), ambos com transmissão automática de seis marchas, teríamos então um forte concorrente. Por que o público do Corolla, que de repente guardou uma quantia, não pode subir um andar e optar pelo Camry quatro-cilindros? Ele apenas quer um carro confortável (certamente o ideal para a pavimentação brasileira), espaçoso, confiável e durável. A Toyota não tem o melhor pós-venda do Brasil? Não deixam de comprar um Land Rover por um Hilux SW4? Pois então. Preços não encontrados no site da Toyota do México. Toyota 86 Foto: Toyota da Argentina. Sim, isso mesmo que você leu. Os argentinos podem comprar o 86, o esportivo da marca. Esportivo esse que já teve logomarca da Scion nos EUA (divisão hoje extinta da Toyota) e hoje permanece com as logomarcas Subaru (como BRZ) e Toyota. Mas por qual motivo? O carro foi fruto de uma parceria entre ambas as marcas. O motor, em posição longitudinal e com cilindros opostos (boxer), é um pequeno 2,0 litros com 200 cv e 20,9 kgf.m, aspirado, e que combina injeção direta e indireta. Não vai ganhar de um GTI em desempenho, mas a essência do carro focado em comportamento está lá: tração traseira, câmbio manual de seis marchas (ou automático de seis) e, com a ajuda do motor boxer, menor centro de gravidade. Foi muito bem-avaliado em meios de imprensa norte-americano e europeu. Bom, a Toyota infelizmente não colaborou e não disponibiliza (ao menos de forma clara e objetiva) em seu site argentino os preços. Volkswagen Polo Foto: Volkswagen do México Parecia tão simples a Volkswagen ter elaborado a sua linha... Up, Polo, Golf, Jetta, Passat. Mas não, fica tudo mais difícil porque... aquela mesma conversa de sempre de mercado emergente (diga-se, mercado de país pobre). A verdade é que para eles não somos dignos o suficiente. Bem-construído, confiável, refinado e versátil, o Polo, especificamente o de quarta geração (o da geração anterior à esta não será abordado) teve uma trajetória iniciada por aqui em 2002, com aquele visual moderno e interior muito bem executado. Adjetivos que, para a marca no Brasil, foram o bastante para defini-lo de maneira infeliz como "compacto premium". Permaneceu assim por vários anos, na mesma forma e carroceria. Não fez muito sucesso. Foi se envelhecendo com a chegada de carros como Punto e Fiesta (por favor, não venha me dizer que é New Fiesta). Hoje continua um modelo muito interessante no mercado de usados. Nesse ano é provável que o novo Gol chegue e que, segundo a Volkswagen do Brasil, será parecido ao Polo. Vão gastar tanto dinheiro nesse carro, por que então não refazem de uma vez o Polo aqui, como já fizeram? À partir de aproximados R$32,6 mil, numa conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete). Já poderia vir com os mesmos motores já utilizados aqui no Up, Jetta e Golf. Peugeot 301 Fotos: Best Cars e Peugeot do Egito. Enquanto a marca goza de reputação de carros robustos e confiáveis em países da África e do Oriente Médio, a mesma situação muda totalmente no Brasil. Poderia vir com o 1,2 litro aspirado, assim como o já conhecido 1,6. Do segmento dos sedãs derivados de compactos (ou subcompactos, se você for um europeu ou americano que está aprendendo português aqui), o carro tem medições próximas aos concorrentes em proposta Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Renault Logan e Nissan Versa. Compartilha a plataforma com C4 Cactus, Peugeot 208, entre outros. Poderiam também adaptar a transmissão Aisin, porque a AT8 já está um tanto defasada para cá. Preço aproximado de R$37 mil, na Peugeot do México nas metodologias previamente usadas. Seu primo, o Citroën C-Elysée (pronuncie o nome como "siélizê"), já participou até no campeonato de rali no World Touring Car Championship, se destacando nas pontuações. Fotos: AutoEvolution e Citroën de Portugal. É óbvio que cabem muitos mais modelos nessa lista. Se fizer sucesso, farei uma lista com mais modelos. Você também pode dar uma olhada no blog.
  4. É evidente que não existe jornalismo automotivo apenas no Brasil e, para você, que ainda não tem inglês avançado (como eu), você precisa entender algumas expressões tanto dos britânicos quanto dos estadunidenses (ou norte-americanos ou americanos, as you wish). Então peguemos um exemplo, do Honda Civic de oitava geração, avaliado pela mídia Consumer Guide, uma das melhores dos EUA que pude consultar até hoje. São objetivos e diretos ao ponto. Coletemos os trechos: Pros: Control layout/materials / Fuel economy / Quietness (sedan) / Steering/handling (Si): Control layout/materials se refere à respectivamente ergonomia/acesso aos comandos e materiais se refere aos materiais de acabamento interno. Fuel economy é o consumo do carro, quietness ao silêncio a bordo e steering/handling à precisão da direção em altas velocidades e a segurança que passa ao condutor. Cons: Acceleration (hybrid) / Cargo room / Noise / Rear-seat comfort (coupe): Acceleration à aceleração, Cargo room ao espaço no porta-malas, Noise ao alto ruído interno (barulhos incluindo de rodagem e ruídos de vento) e Rear-seat comfort ao conforto de quem senta no banco de trás. "[...] Sedans take bumps in stride, with good absorbency and little float or wallow. LX and EX versions are especially stable at highway speeds. Coupes feel choppier on uneven surfaces, but even a firm-suspension Si never jars. " A palavra bump pode significar inúmeras coisas (assim como as demais expressões) e, como na língua inglesa, deve ser utilizada (além de seus sinônimos) de acordo com o contexto no qual foi colocada. No contexto se refere à solavancos e impactos existentes no asfalto norte-americano. Traduzindo para o bom português brasileiro: Sedãs passam por impactos e solavancos, com boa absorção e pequena flutuação. Versões LX e EX são especialmente estáveis à velocidades de rodovia. Os coupés passam mais imperfeições em superfícies desniveladas, mas mesmo uma firme suspensão do Si nunca sacode. Agora vamos ao CarWow, mídia automotiva britânica na qual está hoje o Mat Watson (que estava no CarBuyer, onde estava também a Rebecca Jackson), analisando o Civic¹ (de nona geração). [Nota do editor: pontos positivos] Big boot / Clever interior / British built: Não, o carro não tem uma grande bota... boot aqui se refere ao espaço do porta-malas (enquanto nos Estados Unidos é trunk), portanto, o carro foi elogiado pelo espaço no porta-malas. Clever interior a um interior inteligente. British built pode soar como nacionalismo, mas como o carro é feito no Reino Unido (até hoje, cuja versão única feita na décima geração, a hatchback, é exportada para os EUA), pode significar vantagens em qualidade construtiva. Você também concorda que o interior é inteligente? [Nota do editor: pontos negativos] High prices / Poor rear visibility / Ride quality complaints: Você achou que a Honda apronta essa só no Brasil? Pois então, it's a car with high prices, altos preços. Poor rear visibility à pobre visibilidade traseira. Ride quality complaints... qualidade de montar no carro? Não! A expressão ride é usada nas mídias de língua inglesa para se referir ao comportamento da suspensão e/ou à rodagem. No caso, queixas quanto ao rodar do carro. Espero ter esclarecido. ¹ Geração não-avaliada pela Consumer Guide. Certamente receberia duras críticas, como recebeu nas demais mídias do país, tanto que no ano seguinte a Honda fez reformulação (incluindo suspensão e materiais de acabamento). Será que no Brasil recebeu a mesma recepção? Você também pode acessar este texto pelo blog.