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  1. Artigo originalmente publicado no Blog Car and Driver, fonte publicada no fim do texto. Realmente um longo reboque: O que é dirigir 321 000 quilômetros por ano 4 de março de 2016, 12:00 PM por Michael Karesh Você pode ter a sensação de como se estivesse gastando tempo de sua vida, talvez mesmo muito tempo de sua vida, em seu carro. Eu? Eu viajo todo dia do segundo andar de minha casa para o primeiro andar. Então nós temos o outro extremo. Conduzindo o TrueDelta's car-reability survey, eu confirmo as leituras do hodômetro que são ambos incomumente altos ou baixos, no caso há um extra ou um perdido dígito (acontece). Por volta de 1% dos carros na pesquisa marcam mais de 4828 quilômetros por mês, bruscamente o triplo da média. Isso não é muito. Então eu percebi que tinha sido um engano quando, em junho de 2012, alguém reportou 243 000 quilômetros em um Ford Fiesta 2011. Como se viu, o dono, um usuário chamado Mike, estava apenas começando. Mike, uma vez um caminhoneiro de longa distância, é agora um courier médico que dirige dezesseis horas à cada dia, cinco dias por semana. Muitas pessoas dizem que eles gostam de dirigir, mas poucos tem esse nível de amor (ou mesmo tolerância) para a atividade. De junho de 2012 a junho de 2013, Mike dirigiu o Fiesta outros 315 431 quilômetros. De junho de 2013 a junho de 2014, ele chegou a 318 650 quilômetros, dirigindo a maior parte do período seis dias por semana. Então ele voltou para cinco dias por semana, e dirigiu meros 246 230 quilômetros de junho de 2014 a junho de 2015. No último setembro, o hodômetro desse pequeno Ford passou de 1 190 915 quilômetros. O que é dirigir mais de oitenta horas por semana? "Tranquilo", aparentemente. Mike gasta maior parte dessas horas a noite em estradas abertas de duas faixas do sudeste de Novo México. O dia, em contraste, "traz o pior nas pessoas". Ele preenche o tempo com "velhas estações de rádio, programas de entrevista, uma ampla variedade de músicas no rádio satélite, e muito café." Viajando por um país muito pitoresco, ele mantém seus olhos na vida selvagem (em parte para desviar de bater neles, tendo recebido uma vez um arranhão em seu espelho de galhadas de um alce) e de muito mais meteoros que muitas pessoas irão jamais ver. Ele prefere muito seu trabalho como um courier para o trabalho de escrivaninha que ele realizou entre a condução do caminhão e seu show atual. O tempo não é sempre favorável. De volta a junho de 2013, enquanto dirigia sob uma "tempestade muito desagradável", Mike foi "pego de surpresa pelo que parecia ser um pequeno tornado." O mini-furacão empurrou o Fiesta fora da estrada por 12 metros e "soprou tão forte para ambas as janelas do lado do motorista que o vidro penetrou dentro da porta do passageiro." Alguns pedaços de vidro penetraram em sua face. Ele dirigiu o carro de volta para a estrada e então por 88 quilômetros para um hospital para remover os vidros. Alguém mais tinha que completar as entregas naquela noite, mas no dia seguinte Mike estava de volta na estrada em um Focus alugado até o Fiesta ser reparado. O "dia" mais longo de Mike ocorreu durante uma massiva tempestade de neve em janeiro de 2015. Duas horas se passaram, com a temperatura bem abaixo de zero, o motor de ventilador do aquecedor do Fiesta decidiu que tinha vivido tempo suficiente. Mike dirigiu por outras 19 horas enquanto garrafas de água congelavam dentro do carro. Então ele trocou o Fiesta pelo Toyota RAV4 1998 de sua esposa (que tinha um aquecedor funcionando) e dirigiu por mais 20 horas. No meio de uma tempestade de areia, ele dirigiu 2575 quilômetros em 41 horas. Mike parece ter usado as milhas bem. E sobre o carro? Ele reporta que o motor nunca quebrou, contudo usa apenas 950 ml de óleo a cada 12 875 quilômetros. A transmissão de dupla embreagem não tem sido perto de livre de manutenção. As embreagens foram recolocadas, aos 558 442 quilômetros e 877 092 quilômetros. (Realmente, a segunda vez, provou muito mais rápida e não mais cara para ir adiante e repôr a transmissão inteira com uma unidade quase nova, $600 a unidade). Outros reparos incluíram o computador principal, bomba de combustível (estava fazendo barulhos, Mike não esperou ela estragar), motor do acelerador, motor de partida, alternador, tanque de recuperação de refrigeração, ventilador de resfriamento do radiador, motor de ventilação HVAC, módulo de controle do corpo e compressor de ar condicionado ("estava ficando um pouco ruidoso"). A buzina também foi substituída, com uma unidade de quatro notas de um Cadillac 1971. O Ford Fiesta 2011 do Mike todo carregado para uma corrida de courier Você deseja que você poderia reparar seu carro sozinho, mas falta tempo? Bem, Mike não só gasta 80 horas a cada semana, mas também executa sua própria manutenção e quase todos os reparos acima mencionados. Dos consertos acima, apenas o computador e o módulo são reparados pela concessionária. As embreagens da transmissão requerem ferramenta especial, mas Mike não quer comprar um conjunto, então ele os fabricou. Mas esse trabalho não foi tão duro quanto os rolamentos da roda dianteira (substituídos depois que um começou a cantar nas montanhas a 1 031 589 quilômetros), que Mike descreve como "não um trabalho para o enjoado." O motor de ventilador acima mencionado também não foi fácil. "Você tem que remover o eixo de direção e a completa montagem do pedal" para acessá-lo, ele diz. Além disso, se sua mão desliza durante o processo, você pode cair para a soleira da porta e quebrar um par de costelas, como Mike. Hora de tomar uma licença médica? Não, embora as próximas oito semanas não fossem agradáveis. O pedágio anual: - 22712,47 litros de gasolina. - 26 trocas de óleo e rodízios de pneus. - 2 conjuntos de pneus. - 1 conjunto de barras e amortecedores. - Correia dentada e bomba d'água (realmente a cada 9 meses, Mike fez o trabalho em até quatro horas. Mike mantém registros completos. Ele deve. Ele tende a levantar uma bandeira vermelha com o IRS [nota do editor: é a Receita Federal dos Estados Unidos, achou que o governo iria ficar sem a sua parte?] quando você deduzir mais de 50 centavos por 1,6 quilômetros para 321 869 quilômetros. Não fere que o Fiesta tenha custado muito menos para operar do que o veículo médio, e Mike diz que alcançou 17,4 Km/l com gasolina e até 186 684 quilômetros por conjunto de pneus Pirelli P4 - preferido para sua tração todo-tempo e longevidade, até a Pirelli deixar de oferecê-los no tamanho do Fiesta. Além disso, a taxa de milhagem padrão do IRS se aplica a todos os veículos, independentemente do tamanho, o que torna claro porque Mike não optou por um carro maior. Para maximizar a capacidade de carga do sedã pequeno, Mike substituiu o assento do passageiro dianteiro e o banco traseiro com uma folha acarpetada de contraplacado de 3/8 de polegada. Ele também fabricou uma plataforma que anexa ao pára-choque traseiro. "Eu faço a soldagem feita sob encomenda como um passatempo, em meu tempo livre." Outras atividades do tempo livre incluíram as trilhas esportivas de sua filha e algumas horas fora para cada aniversário de casamento. Infelizmente, provavelmente nunca aprenderemos se um Ford Fiesta pode atingir 1 609 344 quilômetros. Mike semi-aposentou seu carro por vários meses antes de ele fez o pagamento final. Sua esposa agora o dirige por meros 161 quilômetros semanais. Em outubro passado, ele passou para um 2015 Subaru XV Crosstrek, que já está se aproximando da marca de 112 654 quilômetros. Ele decidiu que precisava de um pouco mais de capacidade de carga, e ele acredita que a capacidade do Subaru durante as temporadas de nevasca será digna de uma eficiência de combustível um pouco inferior. Ele espera manter o Subaru pelo menos cinco anos, então este poderia chegar a sete números. Excelente notícia - logo iremos aprender como a CVT da Subaru se sustenta! Não tão rápido. Mike decidiu que preferiria substituir alguns conjuntos de embreagem de $300 (que parece ser um trabalho muito mais fácil do que os pacotes de embreagem no Fiesta) do que um único CVT de $4000, então ele pegou um manual desta vez. A fonte você pode ver aqui. Você também pode ver a postagem no blog.
  2. Independentemente se você gosta ou não de carros, é certo que o automóvel traz independência e liberdade. Sabendo disso, o Driving N' Reading vai compilar alguns carros para você procurar e que não farão você passar apertado, desde que você tenha educação financeira (se não tiver, irá passar apertado até se tiver uma charrete). E o melhor de tudo, você poderá ir ao encontro com a sua pretendente em potencial (ou seu pretendente, dependendo das circunstâncias). Dito isso, então vamos à lista. Fiat Uno (2010-) Lançado em maio de 2010, o Fiat Uno de segunda geração trouxe um pouco mais de modernidade ao segmento dos carros de entrada. É claro, eu sei que se você pudesse, teria um Panda, carro vendido para o competitivo mercado europeu. Mas esse é um problema para você reclamar com o Governo Federal e o Ministério das Relações Exteriores. Falado isso, o Uno então inaugurou uma "nova" plataforma, uma versão, à grosso modo, depenada da Fiat Mini Platform, cuja derivou da do Palio de 1996. Apesar de tudo isso, o desenho foi elaborado pelo Centro de Estilo Fiat de Turim. Exibindo uma semelhança visual com o Panda, o carro realmente não fez feio no desenho. Na opinião do autor, permaneceria bom sem a cirurgia plástica. De fato, a chegada desse Uno tira a justificava da marca ter mantido o Palio (assim como a elaboração do Palio de segunda geração). Ganhou subchassi na suspensão dianteira e aprimoramentos no comportamento dinâmico, e hoje é o carro da vez das firmas e franquias que fizeram fama com o poder de uma escada no teto. Os motores permaneciam os mesmos Fire 1,0 e 1,4 litro, com algumas pequenas melhorias. Se de um lado não têm o refinamento do motor de um Up, de outro são velhos conhecidos e facilitam a manutenção daquele seu amigo mecânico que mora em uma cidade de "interiorzão". Pechinche e você achará modelos com ar-condicionado e direção assistida (melhor ainda se tiver os importantes opcionais freios antitravamento e bolsas infláveis frontais). É um favor que fará a você mesmo. Volkswagen Fox (2003-) Chegando em outubro de 2003 inicialmente como versão três-portas (a de cinco portas chegaria no ano seguinte), parecia um projeto realmente interessante. Tipicamente brasileiro, usa a mesma plataforma do Polo de quarta geração, a PQ24, inclusive com caixa de câmbio diferente da do Gol de segunda geração. Apesar de ter chegado com um interior que faria o Mille ELX se sentir melhor e com limitações por ter maior altura e menor centro de gravidade (a marca teve que endurecer a suspensão para não deixá-lo instável em curvas mais acentuadas), ele é prático, confiável e espaçoso (na Europa era tecnicamente o antecessor do Up, visto que o Fox era exportado para eles). Em 2009 ele receberia grandes aprimoramentos no interior, com também mudanças no exterior. Prefira as versões com motor 1,6 litro. Só tome cuidado com o sistema de rebatimento do banco traseiro (a não ser que você queira se tornar presidente). Veja se ele passou pelo recall sobre. Volkswagen Santana (1999-2006) Levante o teclado quem nunca viu um taxista ter usado o Santana como veículo de trabalho ou ao menos ter conhecido outro que tenha tido um. Herdado do VW Passat de segunda geração, ao longo dos anos ele foi recebendo aprimoramentos e, apesar de envelhecido, permanecia boa opção. Como ele saiu de linha, hoje é difícil achar modelos bem cuidados, mesmo os mais recentes. Apesar disso, um bom modelo para quem não se importa em ter um carro envelhecido. Confortável, espaçoso e com um motor forte (motores 1,8 litro e 2,0 litros, o primeiro tendo opção por álcool), robusto e que aquele seu mecânico vai saber consertar. Fique atento à alguns problemas crônicos, como infiltrações por má vedação. Volkswagen Gol (2000-) À parte de ser um favoritos entre pessoas que gostam de rebaixar suspensão (entre outras modificações infelizes), esse carro é uma boa opção. Há uma ampla gama de opções de motorização e versões de acabamento. Você pode apenas desejar um Gol como um meio de transporte e, se for um pouco mais exigente, pode pesquisar por versões com motorização 1,6 e com direção assistida e ar-condicionado. Há também os motores mais fortes 1,8 e 2,0, descontinuados anos depois e, se tiver muita sorte, o Gol GTI com um motor 2,0 mais potente. Só não recomendamos o turboalimentado 1,0 litro dos primeiros anos, pois este têm problemas crônicos e nem todos tiveram a manutenção feita corretamente. Toyota Corolla (1998-2002) Pode não seduzi-lo por sua aparência, mas é certo que você se sentirá melhor em saber que terá um sedã confortável, econômico, resistente e confiável. Com ambos os motores, 1,6 e 1,8 litro de dezesseis válvulas, o carro vai bem. Mas as bolsas infláveis frontais, só a partir da XEI. Se quiser freios antitravamento, somente na SE-G. As preferidas são as versões XEI com transmissão automática. Mas se você mesmo assim prefere transmissão manual, achará nas versões XEI e XLI. Não se tem notícia de problemas crônicos na oitava geração. Procure um bem-cuidado e terá um companheiro fiel. Renault Clio (1999-2016) / Foto Starmoz Certo, você não está satisfeito com o Gol e quer algo com melhor custo-benefício. Esse é o Clio. O abordado nesse artigo chegou em 1999, já brasileiro, na sua segunda geração, sendo o primeiro carro nacional a vir com bolsas infláveis frontais de série. É claro, a Renault poderia ter feito melhor, como ter atualizado o câmbio e trazido a terceira e quarta gerações. Tanto os modelos 1,0 quanto os 1,6 são boas escolhas. Se prioriza segurança e conforto, prefira as versões RT e Privilège. Só se atente à alguns problemas que podem acometer alguns modelos: queima precoce das bombas de combustível nos modelos flexíveis, neste caso se atente ao chiado no ponto-morto e falha no motor, assim como o esguichador do para-brisa. Para verificar se no chassi do carro avaliado há recall, ligue para o SAC da Renault que é 0800 055 56 15. Renault Sandero / Logan (2007-) Chegando aqui em dezembro de 2007 (o Logan em junho do mesmo ano), o Sandero foi um projeto brasileiro, baseado no romeno Logan, da divisão Dacia da marca. Projeto este que logo depois foi adotado na Europa. Idealizado como um carro para suportar má qualidade de pavimentação e combustível e para ter elétrica e mecânica simples, passou à imagem aos brasileiros de que carros da Renault não são necessariamente caros de manter. Ter mais de um carro na garagem é ainda um luxo para poucos, então o Sandero acaba servindo como um carro que pode atender várias necessidades do consumidor brasileiro, enquanto o Logan tem como adicional um maior porta-malas. Se for possível, prefira as versões com motor 1,6, tanto os de oito válvulas quanto os de dezesseis válvulas. Como nenhum modelo é isento de problemas, alguns problemas podem atingir alguns modelos. Portanto, fique atento à eles: queima de luzes no painel, defeitos na bomba de combustível e máquina de vidros, ruídos internos e descostura de tecido dos bancos. Para ver o recall do carro, acesse aqui. Ford Focus (2000-2008) Você quer uma opção mais refinada. Esse é o Focus. O sucessor natural do Escort cujo desenho parece não envelhecer traz um acerto de suspensão com referência até hoje (mesmo a básica GL, lançada anos depois, permanecia com a suspensão traseira multibraço), além de melhores acabamento e interior. Se não vê problema em perder em desempenho, opte pela versão com motor 1,6, o mesmo utilizado no irmão menor Fiesta, deixando a manutenção menos onerosa. Se quer freios com sistema antitravamento, opte pela versão Ghia, cuja veio anos depois com o motor 2,0 litros da família Duratec. Atenção a componentes como caixa de direção e conjunto da suspensão que costumam apresentar ruídos ao passar por ruas de pavimento irregular ou de paralelepípedos. Na parte interna, cheque por debaixo dos tapetes se há umidade no carpete, resultado da infiltração ocorrida na porta ou no condensador do ar-condicionado. Outra forma de detectar é através do mau cheiro. Quanto aos recalls, entre em contato com a Ford através do número 0800-703-3673 ou pelo site www.ford.com.br. Ford Ka (2000-2014) Achou o Focus um exagero para você? Pense no Ka. Uma opção econômica e barata para se andar na cidade, sem deixar de se divertir um pouco nas curvas. A primeira geração ganhava na linha 2000 o motor 1,0 Zetec Rocam, com bem mais força que o antiquado Endura de 1,0 litro (havia ainda o motor 1,6, da mesma família do novo 1,0 litro). Em dezembro de 2007 chegava a segunda geração, exclusivamente brasileira e bem distinta do Ka europeu (que compartilha a mesma plataforma do Panda), com um desenho mais genérico. Na segunda geração, se possível, opte pelas versões 1,6, pois as 1,0 receberam inúmeras reclamações dos donos quanto ao consumo alto. Atente-se a alguns problemas que atingiram certos modelos da segunda geração como na caixa de direção e ar-condicionado. Não se esqueça de ver quanto aos recalls. Ford Fiesta (2002-2013) A quinta geração do modelo chegou por aqui em outubro de 2002, estreando a mudança da linha para Camaçari, na Bahia (antes era em São Bernardo do Campo, São Paulo). O desenho mudou drasticamente e ficou notavelmente moderno, sem os exageros que hoje "contagiam" muitos modelos. Infelizmente o interior, apesar de bem mais atual, era dotado de uma pobreza que atingiu níveis nunca vistos na indústria nacional, inesperado de um Ford anos atrás. Apesar disso, continuava um carro confortável e agradável de dirigir, assim como os mesmos motores da família Rocam 1,0 e 1,6 aspirados, ainda tendo o 1,0 com compressor. Nós recomendamos que você adquira as versões com motorização 1,6, mais adequadas e com pouco prejuízo no consumo. O motor 1,0, com compressor, durou pouco tempo e hoje é mau-visto no mercado. Fuja dele. Em 2007 o interior ficava pouco melhor e em 2010, um pouco melhor também, além de ganhar alguns pequenos detalhes. Se quiser se informar sobre recalls, acesse aqui. Honda Civic (2000-2005) Seria injusto abordar o Corolla e não abordar o seu rival, neste caso, de sétima geração. Ainda que ele não seja dotado do mesmo nível de conforto na suspensão que o concorrente, o Civic tem as mesmas qualidades: qualidade construtiva, resistência, confiabilidade e baixo consumo. Todas as versões já têm direção assistida, ar-condicionado, trio elétrico e bolsas infláveis frontais, sendo os freios antitravamento exclusivos do EX, o mais caro da gama. Se prioriza conforto, escolha as versões com câmbio automático, as mais comuns na linha. Fique atento aos recalls e acesse o site. Chevrolet Astra (2000-2012) Não tem o mesmo refinamento de um Focus, mas esse é aquele carro para você que cansou daquele seu carro de entrada que não tem nada além do básico e do básico. Entrega um pacote de conforto bom, com direção assistida, ar-condicionado e trio elétrico. As versões com câmbio manual são as mais procuradas. Como o motor tem torque de sobra e distribuído em baixas rotações, aliado às longas relações de marcha e baixa massa, o consumo não é tão alto assim. Na linha 2011 o carro ganhava algumas alterações pequenas no velho motor 2,0 litros, que o deixaram menos gastador. Se você tiver sorte, você pode encontrar versões Advantage e Elegance com os opcionais freios antitravamento e bolsas infláveis frontais. A de topo, Elite, é algo rara, mas se encontrá-la em bom estado, fisgue! Ela tem quatro bolsas infláveis, freios antitravamento e revestimento dos bancos em couro. Uma das principais vantagens desse carro é a ampla disponibilidade de mão-de-obra pronta para consertar o motor Família II, o mesmo utilizado no irmão maior Monza... Honda Fit (2003-2008) Um dos carros mais bem-projetados que se tem notícia neste século, o Fit é uma ótima opção. Espaçoso, versátil, confiável, resistente e eficiente, ele chegou nessa geração com os motores 1,35 e 1,5 litro (o primeiro com oito válvulas e o último com dezesseis), ambos de concepção moderna e da família L dos motores Honda. Outro destaque é o sistema de rebatimento dos bancos traseiros, de maneira que você possa levar objetos grandes e muita tralha ali (só respeite o peso máximo admitido no carro, por favor). Tanta as versões com câmbio manual de cinco marchas quanto as com câmbio de variação contínua são interessantes. Recomenda-se, no entanto, que se pegue as versões à partir da LXL: já vêm com os importantes freios antitravamento e bolsa inflável frontal para o passageiro. Fit também esteve entre os carros que sofreram o recall. Portanto, visite também o site. Fiat Palio/Siena (2001-2017) Uma opção com um pouco mais de conforto que o Gol, os carros da família Palio são boas opções. Não têm a mesma sensação de um Punto ou um Bravo, mas entregam relativo conforto, baixo custo de manutenção e resistência. Caso queira economia de combustível, recomendamos que você garimpe as versões com o motor 1,4 litro, mais equilibradas em desempenho e consumo. Fique atento ao problema que pode acometer alguns modelos, como o empenamento do eixo traseiro, que provoca desgaste irregular dos pneus e trepidações em rodagem, assim como o computador de bordo que zera sozinho e problemas com partida a frio e trepidações nos freios. Chevrolet Classic (2002-2016) Não sei quanto à você, leitor, mas o autor aqui não é simpatizante do Celta. O Classic é o Corsa Sedan, em essência. Ele preserva os bons e ruins: a ampla faixa de tecido em todas as portas, bom espaço no porta-malas, resistência e confiabilidade. Os ruins permanecem: má posição de dirigir, ruídos provindos do motor e do acabamento interno. Descarte os modelos a gasolina com motorização 1,0: os primeiros eram muito problemáticos com a questão das "batidas de pino". Chevrolet Corsa (2002-2012) Um dos últimos resquícios dos bons tempos da General Motors do Brasil, o Corsa preserva a confiabilidade e robustez e adiciona mais espaço interno, posição de dirigir melhorada e um rodar mais confortável. Prefira as versões flexíveis pós-2005, com menores aspereza no funcionamento. Se você não se importa com baixo desempenho, compre com motor 1,0 litro. Se você se importa, opte pelo 1,8. Se quer economia, prefira o 1,4. Se tiver sorte, achará alguns modelos com o raríssimo teto solar e, mais raro que isso, ainda ter isso e bolsas infláveis frontais e freios antitravamento. Fuja das versões com embreagem automática, que podem dar canseira em caso de pane. Fique atento com problemas relacionados à desleixo na troca da correia dentada (que exige retífica se houver descuido na frequência das trocas), detalhes no acabamento interno, assim como no aterramento. Verifique os recalls. Se quiser ver a postagem original, clique aqui.
  3. Donald Trump está com a ideia desastrada e imbecil de impor tarifas de 35% sobre carros importados (ou talvez não imbecil, do ponto de vista de um político que quer apoio de grandes corporações e sindicatos americanos) e essa ideia inspirou esse artigo no Jalopnik, cujo será traduzido. Você pode sair do Brasil, mas nunca ficará imune à decisões de políticos. Eles estarão prontos para te prejudicar, se lhes for conveniente. Protecionismo é só bom se você realmente ama carros terríveis Stef Schrader 23/01/2017 13:43h Sinta o mal-estar! Citation II! Crédito da foto: General Motors Todos nós devemos estar preocupados pelo discurso desarticulado do presidente Donald Trump no Twitter, sobre a aplicação de tarifas enormes a veículos fabricados no exterior. A meta é estimular indústria no país, que é realmente um objetivo nobre. Mas nós não podemos ignorar que políticas protecionistas historicamente produziram alguns dos piores carros do mundo. O ministro da economia alemão Sigmar Gabriel pode ter sido um pouco crítico quando ele respondeu ao discurso do Trump com "os Estados Unidos precisam produzir carros melhores," mas essa é a definição do manual de grandeza: fazer coisas que são melhores que outras coisas. Nós nunca iremos produzir grandes carros se nós concorrermos apenas com nós mesmos. Há uma razão do porquê de carros da British Leyland e do Bloco Soviético serem frequentemente piadas de piadas. Para citar um exemplo próximo e querido para um coração de um escritor de desporto motorizado, esses produtos clássicos de (ou causados por, no caso dos carros americanos da Era Mal-estar) políticas protecionistas míopes são frequentes competidores pelo 24 horas de LeMans, menos que a prestigiosa premiação "Índice de Efluência", os quais vão para equipes que super-executam com uma genuína e abismal pilha de porcaria que devem ter quebrado quando rolou fora do reboque. Nós podemos amar esses estranhos velhos carros pelos seus "caprichos" (ei, estou tentando ser bom), e cumprimentarmos qualquer um insano o bastante para manter um Triumph TR7 na estrada, mas essas mesmas qualidades que nos fazem respeitar um dono de um TR7 não são coisas que queremos em um carro novo. Se América quer ser "grande", precisa produzir os maiores carros na terra, não carros que são apenas suficientes para se obter dentro de suas fronteiras. É difícil não pegar más lembranças para os piores dias de British Leyland quando você lê ameaças de Trump de altas tarifas em carros importados. O que é que exatamente que os britânicos fizeram após a Segunda Guerra Mundial para sustentar sua indústria automotiva doméstica, que não funcionou lá, também. Conhecendo seus carros que seriam vendidos de todo modo, o conglomerado nacionalizado da British Leyland bombeou para fora tais pedras preciosas de projeto preguiçoso como o Morris Marina - um carro que foi baseado no Morris Minor de 1948 a sua estreia em 1971, de acordo com o CarThrottle. Esse mesmo carro antigo foi somente levemente alterado para fazer o Morris Ital que substituiu-o em 1980. Pobre qualidade construtiva de algum mau projeto fez o Marina o carro mais sucateado nos últimos 30 anos, pelo Talk the Torque. Como todo bom capitalista, eu firmemente acredito que as fabricantes de automóveis precisam de competição para produzirem seus melhores e mais inovadores trabalhos. Isso não é dizer que a América não produz bons carros - é só que não há incentivo financeiro para produzir qualquer coisa quando você somente efetivamente compete com algumas outras poucas companhias ao invés dos melhores e mais brilhantes projetos no mundo. O dejeto mais infame da British Leyland, o Morris Marina. Crédito da foto: British Leyland via Favcars Em outras palavras, se você pode continuar colocando as mesmas vasilhas de porcarias ano vai ano vem e ainda fazer dinheiro porque outros carros aumentaram de preço e ficaram menos competitivos, por que você gastaria dinheiro para melhorar alguma coisa? Apenas sente e assista o dinheiro rolando! Os Estados Unidos lideraram o mundo com alguns carros incríveis em anos recentes, tendo desenvolvido o motor V8 para uma forma de arte, feito carros elétricos que são atualmente divertidos de dirigir e produzir carros de corrida vencedores no mundo fora o Chevrolet Corvette e Ford GT. Eu não estou tão preocupado sobre nosso talento de engenharia. Estou preocupado com o contador que dirá não para as próximas ótimas ideias porque as companhias americanas que passam a ser competitivas nos Estados Unidos serão significativamente reduzidas se algo como um imposto de importação de 35% for cobrado sobre as importações. Para citar um exemplo mais extremo, essa espécie de morte por contabilidade é exatamente o motivo do Trabant ter ficado tão inalterado por tantos anos. Engenheiros que procuraram fazer melhor o Trabi da Alemanha Oriental fizeram esse trabalho em segredo porque os altos funcionários figuraram que o carro venderia de qualquer jeito, e não veriam a necessidade de gastar fundos em pesquisa e desenvolvimento. O Trabant 601, como parecia de 1965 a 1989. Crédito da foto: Trabant via Favcars Sem necessidade de dizer, o Trabant não foi um grande sucesso fora de suas fronteiras. Quando os consumidores do Bloco Soviético finalmente tiveram mais chances sobre o que comprar, esses carrinhos humildes eram frequentemente achados abandonados em favor de qualquer outra coisa. Essa não será a primeira vez que a América flertou com matar a habilidade dos consumidores de escolher o melhor carro para suas necessidades, e os resultados eram desastrosos, também. O governo dos Estados Unidos limitou importações estrangeiras após a crise do petróleo de 1979 porque os carros americanos da Era Mal-estar eram incapazes de competir com os carros japoneses, mais eficientes. Esse tão falado "Restrições Voluntárias de Exportações" (que deu o que as fabricantes japonesas relutantemente concordaram em fugir de altas tarifas, não tão voluntário) de 1981 a 1994. Algumas fabricantes estrangeiras moveram facilidades de produção aqui para beirar essas restrições assim como conseguir vantagem de um corte de impostos para exportações dos Estados Unidos, mas eles ainda limitaram a escolha do consumidor americano. Ao invés de simplesmente fazer carros melhores para derrotar a Honda e Toyota ao seu próprio jogo, nós terminamos com vasilhas de porcaria como o Chevrolet Citation II e os carros K da Chrysler¹. Como os carros que precederam o Restrições Voluntárias de Exportações no primeiro lugar, carros americanos dos anos 80 sentiram-se arcaicos comparados aos seus competidores estrangeiros. Muitos carros, como os carros K que inicialmente salvaram a Chrysler, ficaram mais tempo que deveriam. As três grandes² ainda focaram nos clientes às marcas americanas não importando o que, com pequenas reais inovações para mantê-los leais. Por que se preocupar quando importados não podem competir? O Plymouth Reliant, dessa era, é considerado o pior carro de todos os tempos do 24 Horas de LeMans - e esse está em uma série que especificamente encoraja terríveis carros a participar. Crédito da foto: Eric Rood O arquiteto desses acordos protecionistas de importação dos anos 80, Robert Lighthizer, é a escolha do Trump para servir como Representante Comercial dos Estados Unidos, nota o jornal Político. A Organização Mundial do Comércio proibiu seus "voluntários" acordos uma década depois, mas é incrivelmente preocupante vê-lo retrocedendo em direção à uma posição de poder. Fazer carros pequenos não é o ponto forte das fabricantes americanas. Mesmo hoje, ainda não são. Historicamente, nossos baixos custos de combustível e largos espaços abertos não proveram muitos incentivos para diminuirmos de tamanho. Mais criticamente, as margens são menores em carros pequenos do que em carros grandes, e nós felizmente produzimos mais picapes que hatchbacks. Mas deixar essas tendências desmarcadas tem repetidamente conduzido as três grandes para tudo exceto inteiramente desistir no desenvolvimento de carros pequenos. Isso significa que a única escolha dos americanos é por bons carros vindos de marcas estrangeiras. Se essas importações são restringidas com altas tarifas, qualquer americano que queira um pequeno carro teria poucas opções. Quando meus pais compraram para mim um carro para graduação da universidade³, eu terminei com um Mitsubishi - contra a preferência esmagadora do meu pai por comprar um americano - porque os carros pequenos americanos disponíveis naquele tempo não eram lá aquelas coisas. O Ford Fiesta e Focus que finalmente começaram a pular essa medíocre tendência de carros americanos vieram da divisão europeia da Ford. E muitos dos atuais carros pequenos da GM têm equivalentes coreanos. Como as fabricantes estrangeiras que fazem carros nos Estados Unidos, nossas próprias companhias são também globais agora. Nós temos sido beneficiados grandemente em conseguir carros desenvolvidos em áreas onde há uma demanda por carros fora das nossas preferências por grandes barcas, e assim, mais incentivos para sermos bons. Políticas protecionistas não apenas desencorajam inovação, mas também previnem consumidores de serem permitidos de comprar os exatos carros que eles querem. É difícil o suficiente para convencer fabricantes para trazer os amados hot hatches como são, dadas as fracas demandas por carros pequenos aqui. Mais restrições em importados fariam nossas chances de conseguir carros tais como o Toyota Yaris de 210 cv inspirado em rali, muito sombrias. Em algum ponto, nós também temos de admitir que a América não tem o maior talento do mundo, e não todos querem um carro que sirva às áreas de especialidade das Três Grandes. Marcas americanas preenchem um monte de nichos, mas nós não fazemos algo como o Porsche 911, de motor traseiro e com seis cilindros contrapostos. Nem temos um razoavelmente barato, roadster de pequena motorização como o Mazda MX-5 agora. Fazer esses carros populares de nicho mais caros somente irão servir para punir consumidores que querem um tipo muito específico de veículo. Nós vivemos em um mundo que é perpetuamente conectado a todos mais agora. Nós não estamos mais contentes em ver somente nossas séries de televisão, muito menos somente prestar atenção aos nossos caros. Estamos orgulhosos de fazer carros como o Tesla Model S e o Dodge Challenger Hellcat que são claramente o topo do que eles fazem. Estamos realmente ficando orgulhosos de produzir o próximo Austin Allegro ou Cadillac Cimarron - alguma coisa que atende requisitos básicos do mercado doméstico mas são completamente obsoletos internacionalmente? Sim, esse Cavalier com outra logomarca foi um Cadillac. Crédito da foto: Cadillac Eu não penso assim. Fonte original. Nota do editor: Eu fico pensando a reação dos alemães, britânicos e norte-americanos ao se depararem com carros brasileiros de gosto duvidoso. Você pode alegar que são bons. O que é bom? Como mensurar qualidade se você só pode comprar esses projetos? Brasil não esteve à salvo de projetos desastrados, para a tristeza de ideólogos nacionalistas. A sorte é que eles ainda têm alguma liberdade, você, brasileiro, só tem a liberdade de assisti-los tendo acesso à carros de qualidade. Esse protecionismo foi patrocinado pela Anfavea, Ministério das Relações Exteriores, Mercosul e governo federal. ¹ A Chrysler, nessa época e em crise, havia pedido subsídios para o governo e resolveu oferecer esses "presentes" aos americanos. Poderia já ter falido. Décadas depois a GM, em crise, faria chantagens e iria despejar suas lágrimas no governo também. E foi salva também. ² Referência à Ford, General Motors e Chrysler, três principais marcas de automóveis do país. Você pode vê-lo também no blog.
  4. AVISO: AS CONVERSÕES MONETÁRIAS FORAM FEITAS DE MODO QUE VOCÊ POSSA IMAGINÁ-LOS SE FOSSEM IMPORTADOS PARA CÁ. PODE HAVER VARIAÇÕES. É evidente que ao maravilhoso mundo automotivo que há fora dos muros do Brasil traz muitas curiosidades e, por que não, carros legais e curiosos. Com este fato, vamos então mostrar carros que provavelmente nunca passaram em sua cabeça. Citroën C6 Imagens: Wikipedia e Carscoops O topo de linha da marca (esse sim um carro grande), famosa pelos modelos exóticos e com grande ousadia, chegou em 2005 e, se na Europa parece ter agradado mais como carro-oficial de Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy, parece que agradou o público chinês. Saiu de linha em 2012. No Brasil, é mais raro do que achar político honesto. Em sua segunda geração exclusiva para os chineses, lançada no ano passado, o carro continua trazendo elementos exóticos. E isso não é a primeira vez que acontece naquela terra. Feito sob a plataforma EMP2, plataforma na qual hoje são feitos outros modelos da PSA tais como o 308 de segunda geração, C4 Grand Picasso, 3008 de segunda geração, entre outros. Como se sabe, na China há muitas parcerias entre o estado e as marcas e, no caso da PSA, é uma parceria com a estatal Dongfeng, tornando-a Dongfeng Peugeot-Citroën. Estatal essa que também se juntou com marcas tais como Honda, General Motors, Nissan e Kia. Nada de suspensão com sistema hidropneumático, apesar dos modernos motores 1,6 e 1,8 litro turboalimentados de 167 cv e 180 cv, respectivamente. A transmissão é automática de seis marchas. Fotos: Top Speed. Seu (teoricamente) por R$88 410 aproximados no modelo básico. Citroën C4L Imagem: CarPlace UOL Enquanto na Europa esse segmento praticamente inexiste (dos sedãs derivados de médios-pequenos), ele faz grande sucesso na América do Norte e América Latina. A ideia de fazer um três-volumes do segundo C4 é genuinamente chinesa (assim como o do 308, o 408) e lá o modelo já recebeu algumas atualizações (ano passado), o que, no entanto, não significa uma nova geração. Em versões mais caras há opção por itens de segurança tais como monitoramento de faixa, sistema de alerta pré-colisão, monitoramento de ponto cego e freio de estacionamento com controle eletrônico. É oferecido com os motores 1,2 e 1,6 litro turboalimentados (134 cv e 164 cv respectivamente), assim como transmissão manual de cinco marchas e automática de seis marchas. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$62 757. Teóricos, porque você brasileiro vai continuar com o modelo argentino. Contente-se com isso. Quem sabe a PSA do Brasil (e da Argentina) não se sensibiliza com esse artigo. Peugeot 408 Imagens: CarNewsChina. Se você leu uma das nossas primeiras matérias, sabe que o 408 de segunda geração já chegou no mercado chinês, compartilhando a plataforma EMP2 com os modelos citados acima. O melhor de tudo é que, ao contrário do modelo argentino, não tem a infeliz falsa saída de escape. No interior, destaque para os bancos dianteiros com ajuste elétrico, memória para o motorista e, como em modelos de luxo, massageador e aquecimento (até porque a China tem regiões com baixas temperaturas, principalmente agora no inverno, estação no hemisfério norte, na qual esse artigo está sendo escrito). Há também ar-condicionado com duas zonas de ajuste e detecção de ponto cego. Além de oferecer os mesmos motores do C4L (e transmissões, também), há ainda o 1,8 litro aspirado de 132 cv, nas versões de entrada. O modelo básico é vendido por teóricos (e aproximados) R$60 338. Realmente não sabemos se a PSA da Argentina pretende investir nesses novos modelos por lá. Talvez quando o país sair do fundo buraco no qual foi enterrado. Volkswagen Phideon Fotos: CarBlog. Você deixaria de comprar um Audi, Mercedes-Benz ou um BMW para comprar esse carro, com 5,07 metros de comprimento? Certamente teria muitos positivos dos ricos residentes na China. Sucessor natural do Phaeton (um dos maiores fiascos da marca nesse século), esse carro de luxo é um dos grandes concorrentes do C6, trazendo os turboalimentados de 2,0 litros de 221 cv e 3,0 litros V6 de 296 cv (gasolina) e tração integral 4Motion, ambos com transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas. A suspensão dianteira é independente de cinco braços e a traseira é independente de ligação trapezoidal. Bom, se você quer discrição (e não despertar olhares de pessoas indesejadas) então ele vai te atender bem, pois há, como no Phaeton anterior, luxos encontrados só em modelos premium e, neste carro em específico, tem-se ventilação, massageador e ajustes elétricos para ambos os bancos dianteiros, iluminação ambiente configurável, entre outros. Utiliza a plataforma MLB 2 (MBLevo), plataforma modular para motores colocados em posição longitudinal, a mesma utilizada hoje nos novos Audi A4, A8, Q5 e Q7 assim como Bentley Bentayga e Volkswagen Touareg. Volkswagen Ameo ou deixe-o Fotos: TopGear Até os indianos podem ter o Polo e você não. Esse, no caso, é "outra versão" do Polo Sedan (derivado do Polo de terceira geração, que eles também têm e você não), pois o Vento (nome para o outro Polo Sedan), também vendido para eles, é maior (inclusive no entre-eixos). Este aqui, mais curto que um Classic (3,99 m) obtém vantagem tributária por ter menos de quatro metros de comprimento. Coisas de burocratas. Para fechar com chave de tapa na cara, ainda há o motor 1,2 litro de três cilindros em linha e 74 cv e o turbodiesel 1,5 litro com bons 26 kgf.m. Além da caixa manual de cinco marchas, há a automatizada de dupla embreagem e sete marchas (não é referência em confiabilidade, mas volte para cá e olhe para o automatizado I-Motion do Voyage). Interessante é a disponibilidade de itens tais como controle de cruzeiro. Para um carro curto, até que os 330 litros do porta-malas atendem bem. Os carros movidos à diesel fazem muito sucesso entre os indianos, outra possível herança dos britânicos. Seu, teoricamente e por números arredondados, por R$24 644 convertidos. Contente-se com o Voyage, grande carro que retrata a honra da nossa grande indústria nacional. Chevrolet Spark Foto: Wikipedia e CardDekho (última foto do atual modelo após leves cirurgias) Opa, tem algo errado aí. Não, não tem não. Esse simpático carro (não à toa foi desenhado por Giorgetto Giugiaro, tente pronunciar seu sobrenome como "diudiaro"), o Spark de segunda geração, que não existe desde 2009 em uma considerável parte do mundo, permanece para os indianos. Bom, apesar de um projeto um tanto envelhecido, a priori parece ser mais interessante que o Celta, este que saiu de linha há pouco tempo por aqui. É um projeto tipicamente coreano da Daewoo e chegou na Índia em 2007. Teria sido um ótimo carro urbano naquela época para o Brasil, com seus 3,49 metros de comprimento. É movido por um pequeno 1,0 litro de 61 cv. Na mais básica versão, o que há de mais relevante é o ar-condicionado de série... versão essa que em teoria pode ser comprada por aproximados R$17 105 convertidos... Foto: Chevrolet India Chevrolet Sail Fotos: Chevrolet India Na sua terceira geração desde 2014, esse outro projeto chinês parece nos convencer de que o Carlos Barba (desenhista) precisa ser demitido urgentemente de seu cargo na General Motors do Brasil. Esse carro, apesar de seu entre-eixos de apenas 2,46 metros, se destaca pelo espaço interno perante à concorrência na Índia. Oferece os motores de 1,25 litro a diesel (75 cv) e o 1,2 litro a gasolina (83,6 cv), e somente caixa manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$22 526 convertidos (ou R$27 200 convertidos para o sedã). Fotos: Chevrolet India, OnCars.In e MotorBeam.com Honda Brio, Amaze e Mobilio Fotos: Indian Autos Blog, Honda Car India e Zigwheels Outro carro que poderia estar na lista, o Brio convence como carro urbano. No mercado desde 2011, esse pequenino de 3,61 metros agora parece mais belo que nunca, ao ser comparado ao Fiat Mobi, este uma verdadeira obra da arte pós-moderna no setor automotivo que, certamente, provocaria reações da Italdesign. Há também o sedã Amaze (de 3,99 metros, sempre se lembre da legislação indiana de impostos) e a minivan Mobilio (de 4,38 metros). Além de vendido para os indianos (e fabricado na Índia), é feito também na Indonésia e Tailândia. Ao contrario do irmão City, à título de curiosidade, os comandos do sistema de ventilação não foram elaborados por pessoas bitoladas por telas sensíveis e, assim sendo, o sistema de ventilação é controlado por botões físicos. Para o Brio tem-se o motor a gasolina 1,2 16V (88 cv), transmissão manual de seis marchas ou automática de cinco. Amaze, o mesmo motor 1,2 litro (88 cv ou 90 cv) a gasolina, com transmissão manual de seis marchas ou automática de variação contínua, sendo o motor mais potente para esta última transmissão. Há também o 1,5 a diesel de 100 cv, somente com transmissão manual. Já o Mobilio vem com os motores a gasolina 1,5 litro de 119 cv, além do mesmo 1,5 litro a diesel. E somente com transmissão manual. Não encontramos os preços para serem convertidos. Tata Tiago Imagens: Tata Motors. Sim, a Índia tem várias marcas locais, entre elas a Tata (a marca foi fundada em 1862, quando a Índia ainda era colônia do Reino Unido, a Tata Motors foi fundada em 1945 e começou com carros de passeio em 1991), que ficou bem conhecida pelo Nano e que recentemente adquiriu a Jaguar Land Rover. Mas falemos do Tiago. Lançado no ano passado, esse pequeno de 3,74 metros traz itens que iriam constranger muitos carros vendidos aqui no Brasil: controle de estabilidade e repetidores laterais de direção. Afinal, coitadinhas das fabricantes aqui no Brasil, elas perdem muito dinheiro quando colocam estes meros indicadores luminosos... E isso tanto no modelo a gasolina, com o motor 1,2 12V de 85 cv quando no modelo a diesel com motor 1,05 12V de 70 cv, ambos com câmbio manual de cinco marchas. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$15 064 convertidos (no modelo básico a gasolina). Tata Bolt Imagens: Tata Motors Pouco maior que o Tiago (3,82 metros), é uma opção com motores mais potentes e, claro, dentro da ideia de baixo custo predominante naquele país. Com os motores 1,2 turboalimentado de 90 cv e o 1,25 turbodiesel de 75 cv e transmissão manual de cinco marchas, há detalhes como o acionamento automático do limpador de para-brisa traseiro ao engatar a ré, comandos de ar-condicionado pela tela sensível ao toque da central multimídia (coitado de quem for tentar regulá-los nas más pavimentações existentes também na Índia) e controles e comandos ao volante. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$25 142 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina). Tata Zest Imagens: Tata Motors. Esse sedã (com 3,99 metros de comprimento) é uma opção mais cara em relação às duas anteriores, trazendo os motores a gasolina 1,2 litro de 90 cv, além dos turbodiesel 1,25 litro de 75 e 90 cv (este último com turbina de geometria varíavel), com transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada de cinco no mais potente modelo a diesel. Em teoria pode ser comprado por aproximados R$24 172 convertidos (no modelo básico com motor turboalimentado a gasolina). Maruti Suzuki Alto 800 Fotos: Maruti Suzuki e CarAndBike Sim, na Índia também tem a Suzuki e, nesse caso, Maruti Suzuki, a subsidiária indiana da marca japonesa. No mercado indiano desde 2012, esse simpático carro urbano é uma opção da marca japonesa de baixo custo. Provavelmente referente ao nome (ou vice-versa), o pequeno motor três-cilindros de 796 cm³ com apenas 48 cv (ou o movido à gás natural, de 40,9 cv) traz economia. Com apenas 3,43 metros de comprimento, traz bolsa inflável para o motorista, ar-condicionado e direção assistida como destaques para as versões superiores. Como você notou, o interior bicolor é algo comum e elogiado pelo mercado indiano (no sul do país as temperaturas médias anuais passam dos 25ºC, você tem ideia disso?), o que certamente aqui geraria más críticas, visto que o tom mais claro é um verdadeiro chamariz de sujeira, enquanto o tom mais escuro tem poderes sobrenaturais para espantar as malditas sujeiras. Não descobrimos seu preço. Maruti Suzuki Alto K10 Fotos: CarAndBike e Indian Autos Blog. Da mesma base do irmão menor acima, o Alto K10, lançado em 2006, é maior (com 3,54 metros) e traz maiores comodidades e motores. Há o motor 1,0 litro com 68 cv, a gasolina, além da versão bicombustível, podendo alternar para gasolina e o gás natural (este com 59 cv). Há transmissão manual de cinco marchas e opção pela manual automatizada monoembreagem de cinco. Um tanto simples em itens de série, na versão básica tem de mais relevante o sistema de ar-condicionado. Ao menos você pode optar por direção assistida, controle interno dos retrovisores (!) e bolsa inflável para motorista. Seu, à partir de R$15 480, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Maruti Suzuki Celerio Fotos: Wikipedia e Maruti Suzuki. O último carro da marca a ser abordado neste artigo (se eu abordasse todos os demais, eu viraria uma extensão do computador), esse urbano de 3,60 metros vem movido por um três-cilindros 1,0 litro de 68 cv, com opção de um manual automatizado de cinco marchas (o básico é transmissão manual de cinco marchas). No mercado desde 2014, esse modelo vem desde a versão básica com ar-condicionado, direção assistida, ficando para as versões mais caras acionamento elétrico dos vidros das quatro portas, sistema de áudio com rádio, toca-CDs, entrada auxiliar e USB e sistema Bluetooth. O carro indiano é também exportado para o Reino Unido. Seu, à partir de R$19 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente. Datsun Go Fotos: Datsun India e Ritu Nissan Sabe-se que a Datsun é uma subsidiária da Nissan há décadas atrás e, ao retornar em 2013, após 25 anos de ausência, tem focado em carros de baixo custo para "mercados emergentes" (novamente, eufemismo para países com população pobre como Brasil, Índia, China e Rússia). Apesar disso, o carro não deixa de ser desinteressante. O Go foi lançado na Índia em março de 2014. O pequeno tem 3,78 metros de comprimento e é movido por um câmbio manual de cinco marchas e um três-cilindros aspirado 1,2 litro, de 68 cv. Apesar da simplicidade, os freios a disco dianteiros são ventilados (até hoje não são no Peugeot 208 de entrada vendido no Brasil, o "compacto premium")... destaques para o computador de bordo (com funções de consumo médio, consumo instantâneo, distância restante para esgotar o tanque de combustível), orientador para trocar de marchas... mas é só isso. Não há freios antitravamento nem na versão mais cara, que de mais relevante tem bolsa inflável só para o motorista. Mas pelo menos é um carro bem acessível, custando, à partir de R$15,5 mil, aproximados e convertidos das rúpias indianas. Teoricamente. Infelizmente não serão abordadas as dezenas de carros que possam existir nesse artigo pois, como se sabe, ficaria ainda mais extenso. Agora, você já imaginou se pudesse ter acesso à esses modelos curiosos aqui no Brasil? ¹ Sejamos justos, o PIB per capita indiano é quase um terço do brasileiro. Para mais informações, cheque isso e isso. Você ainda pode ver a postagem original.
  5. Um dos maiores mercados automotivos do mundo, os EUA realmente trazem algumas particularidades, que serão comentadas ao longo dos carros. Venha descobrir um pouco sobre a cultura automotiva deles. 25. Chevrolet Cruze (171 552 vendas) Um dos carros da Chevrolet mais vendidos no globo (influenciado consideravelmente pela China, cuja foi o maior mercado no modelo em 2014), o Cruze chega em sua segunda geração ano passado, saindo da mesma linha de Ohio, desde quando chegou em 2011. Compartilha a plataforma com o Opel Astra K e, apesar do mercado americano continuar preferindo a transmissão automática, o modelo tem disponível também a transmissão manual de seis marchas. Além disso, o motor 1,4 litro com turbocompressor (152 cv) torna-se básico para todas as versões (na geração anterior, a LS ficava com o aspirado 1,8 litro), ganha aparatos de segurança, melhorias estruturais e no comportamento dinâmico, este último elogiado pelas mídias no país. Ainda não veio com o motor a diesel, curiosamente presente no modelo anterior para os americanos. 24. Toyota Tacoma (174 117 vendas) Quando se fala em Estados Unidos, você pode colocar na sua cabeça picapes, e picapes que aqui no Brasil seriam consideradas pelo menos de grande porte. A Tacoma, única picape da marca que entrou nos 25 veículos mais vendidos no ano passado, é a porta de entrada da marca para esse segmento (compact pick-up truck), e, como de praxe em veículos da marca no país, foi elogiada pela qualidade construtiva. Atualmente na terceira geração, que chegou no mercado em setembro de 2015. Você pode optar por câmbio manual de seis marchas ou automático de seis marchas (para ambos os motores disponíveis ao carro), sendo o motor 2,7 litros quatro-cilindros o motor básico, enquanto o maior 3,5 litros V6 é opcional. Somente a gasolina. 23. Jeep Wrangler (176 053 vendas) Esse legítimo utilitário e com grande capacidade fora-de-estrada, na terceira geração desde 2007, vem com tração nas quatro rodas, três ou cinco-portas, câmbio manual de seis marchas e o motor Pentastar 3,6 V6 de 285 cv. Há opções pela transmissão automática de cinco marchas, assim como capota rígida, bloqueio de diferencial traseiro e dianteiro (na versão Rubicon, com também relação de transmissão 4,0:1). Está prevista a nova geração para setembro deste ano. 22. Jeep Cherokee (183 356 vendas) Apesar da compra da Chrysler pela Fiat ter gerado controvérsias entre o público no país (para não citar o desenho da dianteira), que não considera a Fiat uma marca confiável¹, o Cherokee, modelo médio da marca, tem predicados como o confortável e bem empregado interior. Vem com o básico motor 2,4 litros de 184 cv, podendo-se escolher o 3,2 V6 de 271 cv, ambos com a transmissão automática de nove marchas. Há opção de tração integral. A geração está no mercado desde junho de 2013 e divide plataforma com carros como o Alfa Romeo Giuletta. 21. Hyundai Sonata (185 614 vendas) Atualmente em sua sétima geração (desde 2014), o modelo médio tem certa semelhança visual com o Genesis, um dos topos de linha da marca (acima do Azera, inclusive). Menos ousado que o antecessor, mas sem deixar de aparentar modernidade, vem movido por um 2,4 litros de 185 cv e transmissão automática de seis marchas. Há ainda o 1,6 litro com turbocompressor, 178 cv e transmissão automatizada de dupla embreagem de sete marchas, assim como o modelo híbrido e elétrico, já muito comum no mercado americano. Tem ainda o 2,0 litros, também com turbocompressor, com 245 cv (e curiosamente com a transmissão automática de seis marchas, a mesma do motor de entrada), na versão Sport. 20. Hyundai Elantra (188 763 vendas) Um dos estreantes da nova filosofia da marca, a qual traz modelos menos ousados em desenho (inclusive o interior), o Elantra se mostrou um carro confiável para o público. O motor de entrada é o 2,0 litros de 147 cv, com transmissão manual ou automática, ambas de seis velocidades. O Elantra Sport tem 201 cv no motor turbinado de 1,6 litro. São disponibilizados os aplicativos Apple CarPlay, Android Auto, assim como aquecimento para os bancos traseiros. Há ainda sistemas de segurança tais como assistente para faixa e frenagem automatizada de emergência. 19. Jeep Grand Cherokee (189 023 vendas) Um dos grandes ícones da cultura americana, com resquícios até os dias de hoje, o Grand Cherokee une conforto e capacidade fora-de-estrada. O básico tem o 3,6 V6 de 295 cv, com transmissão automática de oito marchas e tração traseira. Pouco comum no mercado, ainda tem-se como opção o turbodiesel 3,0 V6 de 240 cv e o forte 5,7 V8 com 360 cv, além de três configurações variáveis de tração nas quatro rodas. Está desde 2011 em sua quarta geração. 18. Nissan Sentra (197 672 vendas) Ao contrário do Brasil, onde o que parece haver é uma grande desconfiança com relação à Nissan (além da própria marca parecer não ajudar a divulgar seus produtos), a marca tem por lá a mesma reputação das demais marcas japonesas, de confiabilidade à eficiência. O Sentra, presente desde 2012 por lá na sétima geração e, desde 2015, com o visual mais esportivo. Curiosamente, o modelo trocou pelo motor 1,8 litro de 124 cv (o mesmo utilizado até pouco tempo atrás no Tiida vendido aqui, mas com dupla variação de tempo de válvulas), ao contrário do Sentra mandado para o Brasil (tanto o vendido nos EUA quanto o aqui é mexicano), que permanece com o 2,0 litros. Com o motor menor, o carro foi criticado pelo desempenho, apesar do bom espaço interno e materiais de acabamento. Há opção por câmbio manual de seis marchas ou automático de variação contínua (CVT). Se quiser um mais forte, a versão SR Turbo tem o motor de 188 cv, 1,6 litro com turbocompressor, também aplicado ao Renault Talisman, à título de curiosidade. Tal versão tem também modificações na suspensão e somente transmissão manual. 17. GMC Sierra (198 390 vendas) GMC, uma das várias divisões da General Motors, focada em picapes, utilitários e demais veículos comerciais, além de comumente fazer aparições em carros de famílias americanas nos filmes, ainda faz muito sucesso de vendas (em tempos de petróleo barato, principalmente). À grosso modo o Chevrolet Silverado com a logomarca de três letras (e com mais requinte), essa picape tem três opções de motores, a básica com o 4,3 V6 de 285 cv, e opções de 5,3 e 6,2 com oito cilindros em “V”, sendo as duas primeiras com a transmissão automática de seis marchas e a última com transmissão automática de nove marchas. Tração nas quatro rodas é opção para todos os modelos. 16. Chevrolet Malibu (205 117 vendas) Presente desde 1964, o médio da marca, que nasceu como um grande modelo de mais de 5 metros, ainda demonstra a preferência existente pela marca por parte dos consumidores. Na nona geração desde ano passado, o modelo traz visual mais moderno, mais espaço para as pernas e melhores materiais de acabamento. E só com motores turbinados: o básico 1,5 litro; o 2,0 litros de 250 cv é opcional. Ambos têm tração dianteira e câmbio automático de seis marchas. E para completar, o modelo híbrido. 15. Chevrolet Equinox (215 000 vendas) No grande inspirador mercado para a preferência brasileira pelos utilitários, o médio Equinox está em sua segunda geração, desde junho de 2009, feito também no Canadá. Dois motores são oferecidos... o quatro-cilindros 2,4 de 182 cv e o opcional V6 3,6 de 301 cv, ambos com transmissão automática de seis marchas, com tração dianteira ou integral. Já envelhecido (apesar de já ter disponíveis alerta de colisão e assistência para estacionamento), o modelo deve vir todo novo esse ano, com motores turbinados, inclusive. 14. Ford Explorer (226 650 vendas) O utilitário grande (e com 5,01 metros) carrega sete pessoas (algo comum nesses carros vendidos lá) e com um grande motor embaixo do capô. Apesar do porte e do motor, tem tração dianteira (a tração integral é opcional). Motores são o 2,0 litros de 240 cv (o mesmo no Fusion Titanium vendido no Brasil, o turbinado), 3,5 V6 aspirado de 290 cv e 3,5 V6 turbinado com 365 cv. Todos vêm com transmissão automática. Está na quinta geração e é feito desde 2010. 13. Ford Fusion (246 708 vendas) O médio da Ford, hoje também Mondeo na Europa, de fato, também agradou aos americanos. Confortável, bem-acertado dinamicamente e, agora, com desenho mais esportivo, tem opções que vão desde o quatro-cilindros 2,5 litros de 175 cv até os dois turbinados 1,5 litro de 181 cv e o 2,0 litros de 245 cv. Transmissão automática de seis marchas e tração dianteira são básicos em todas as versões, com a tração integral como opção. Há ainda o Fusion Sport, com o 2,7 V6 de 325 cv (e dois turbocompressores), além do híbrido e elétrico. Tem para todos os gostos, não? 12. Ford Escape (281 281 vendas) Um dos carros que faria grande sucesso no Brasil (daqui a pouco vou ter que fazer uma lista...), já que investir em utilitários parece ser o melhor que há nesses tempos de crise, o Explorer, o Focus com pinta de utilitário, vem com o básico motor 2,5 litros de 168 cv, além do 1,6 litro de 179 cv e o 2,0 litros de 245 cv, estes últimos com turbocompressor. Tração integral é opção nos modelos turbinados. Ainda há tela sensível ao toque no Ford Sync de terceira geração. O modelo está em produção desde abril de 2012, na segunda geração. 11. Nissan Altima (282 617 vendas) Outro modelo que parece sofrer do mesmo mal do irmão menor Sentra no Brasil, o Altima também ganhou novo visual, ficando agora, realmente, difícil distinguir hoje um Sentra de um Altima de um Maxima, sem se atentar a detalhes tais como largura e comprimento. Ele mantém, nessa quinta geração (desde 2012), o quatro-cilindros 2,5 de 182 cv e o 3,5 V6 de 270 cv, ambos com a transmissão CVT. Existe ainda a versão SR, com mudanças na suspensão, aletas para mudanças de marcha no volante e rodas exclusivas. Sem esquecer a segurança tem ainda o controle de cruzeiro adaptativo. 10. Nissan Rogue (289 427 vendas) Conhecido também como X-Trail, esse é o utilitário compacto da marca, comercializado também na Europa e bem avaliado por mídias de imprensa tais como a britânica CarWow. Ele vem somente com o motor 2,5 litros de 170 cv e transmissão CVT, sem deixar de mencionar o modelo híbrido (e também tem opção de tração integral). Como se sabe, hoje a Renault e Nissan firmaram uma parceria e, portanto, esse modelo usa uma arquitetura modular que serve desde o Kwid também ao Talisman! Está desde 2013, na segunda geração. 9. Honda Accord (311 352 vendas) Outro carro praticamente esquecido no Brasil, cujo público prefere o status de uma marca de luxo alemã, o Accord (nona geração desde 2012) retrata parte da história no mercado do país como um dos carros mais vendidos da história. Chegou em um período de crise do petróleo, ganhou cidadania anos depois e hoje permanece, à grosso modo, como um Civic mais confortável, refinado e espaçoso. É claro que o mais vendido é o quatro-cilindros, mas o V6 entrega desempenho páreo a modelos esportivos. Transmissão manual de seis marchas é básico nas carrocerias cupê e sedã, junto com o 2,4 litros de 185 cv. Os modelos Sport têm pouco mais de potência, com 189 cv do mesmo motor. O já mencionado modelo com o motor V6, 3,5 litros de 278 cv, tem transmissão automática. No cupê de mesmo motor, há opção pelo manual de seis marchas. A transmissão CVT, curiosamente, tem somente nos modelos quatro-cilindros. Todos têm tração dianteira. 8. Toyota RAV4 (314 925 vendas) Apesar da logomarca, o modelo (tente pronunciar agora “aurreivifóur”) é pouco expressivo no Brasil em vendas. Começou nos anos 90 como um veículo bem distinto em aparência, de aparência rugosa, com pinta de utilitário para grande capacidade fora-de-estrada. Como todos os outros utilitários da mesma categoria, está se assemelhando mais a um carro de passeio e, na quarta geração há quase quatro anos, ele evidencia que esse segmento evoluiu expressivamente desde aquela época. Transmissão automática de seis marchas e motor 2,5 litros de 176 são básicos em todas as versões, com tração dianteira ou integral (o anterior havia opção de um forte V6). Como não pode deixar de ser, há também o híbrido. 7. Honda CR-V (319 557 vendas) O maior rival do RAV4, o CR-V (mais um desafio para você, tente pronunciar “siéurví”), é o utilitário compacto mais vendido naquele país. Um dos poucos carros nos quais se pode levar cinco pessoas com conforto de fato, ele estava na quarta geração até 21 de dezembro do ano passado (com prováveis restantes modelos da geração prévia com desconto), quando ele mudou totalmente e ganhou motor turbocomprimido e interior mais refinado. Ao contrário do Brasil, ele vem com o mais adequado 2,4 litros de 185 cv. A transmissão é sempre a automática de cinco marchas, com também opção de tração integral. 6. Honda Civic (335 445 vendas) Realmente, é de se surpreender que o Civic esteja à frente do irmão maior Accord em vendas, visto que o Accord sempre vendeu mais. Continuando como um modelo compacto, bem-construído, seguro, confiável e de manutenção barata, o carro teve significativas melhoras desde a nona geração, geração cuja recebeu duras críticas da imprensa na época. Agora eles ganharam o 2,0 litros de 158 cv, além do 1,5 litro turbinado de 174 cv como opção. Há agora carroceria hatchback (importada do Reino Unido), além da cupê e sedã. Transmissões disponíveis são a manual de seis marchas e automática de variação contínua. No hatchback, somente a versão mais potente. Há ainda a opção do mesmo motor com 180 cv, na versão Sport. Atualmente na décima geração, desde 2015, trazendo desenho exterior mais esportivo e abolindo o painel de “dois andares” das duas anteriores gerações. Vai chegar ainda as versões Si e Type R. Pelo menos para eles. 5. Toyota Corolla (346 999 vendas) Na sua décima primeira geração desde 2012, o Corolla havia chegado com o desenho mais esportivo, exclusivo nos EUA o que, de maneira irônica, não se repetiria no interior, com detalhes e linhas de gosto infeliz e que ao menos trazem memórias do passado. Ano passado recebeu uma leve plástica que, pelo menos na visão do autor, foi um tanto infeliz. O interior, que poderia receber maiores mudanças, pouco mudou. Quase considerado o carro de entrada da marca (carros como o Yaris, disponível no mesmo país, não têm tanta relevância em vendas), o carro continua somente com o motor 1,8 de 132 cv (ou 140 cv na versão LE Eco), e com opções de transmissão manual de seis marchas e a automática CVT. A transmissão automática de quatro marchas esteve disponível por alguns anos na mais básica versão L. Apesar das pretensões de um meio de transporte simples, o modelo tem controle de cruzeiro adaptativo, assistência de faixa e frenagem de emergência automatizada. 4. Toyota Camry (355 204 vendas) Outro modelo com vendas inexpressivas no Brasil, o Camry está em sua sétima geração, desde 2011. Em 2014 recebia uma cirurgia tornando-o mais atraente externamente. Permanecem os motores 2,5 de 178 cv e o 3,5 V6 de 268 cv, todos com tração dianteira e transmissão automática de seis marchas. E claro, há ainda o modelo híbrido. Tem-se também a versão XSE, com apelo mais esportivo (não apenas apelo) com detalhes estéticos e maior rigidez na suspensão, apesar de em essência permanecer um carro de tocada tranquila, para você andar por mais de 1 000 000 Km sem quaisquer canseiras. 3. Ram Pickup (441 862 vendas) Existe uma legislação ambiental realmente bizarra nos EUA: para carros de passeio, é mais rígida até que a Europa, mas para picapes e utilitários... bem, você sabe, o americano continua adorando os grandes motores V8 e V6 (e a gasolina), e o Dodge R... Ram Pickup continua demonstrando que essa tradição não deve acabar cedo. Tente invadir a Área 51 e você será abordado por um caminhão desses. Eu sei que você gostaria de chamá-lo de Dodge Ram. Mas a Fiat preferiu denominá-lo como Ram (acresça uma numeração, dependendo da versão e motorização). Na quarta geração desde 2009, está disponível com os motores: 3,0 V6 de 240 cv (o único turbodiesel disponível), 3,6 V6 de 305 cv, 5,7 V8 de 395 cv, para o Ram 1500. Para o Ram 2500, tem ainda o 6,7 turbodiesel, seis cilindros em linha, 385 cv e 110,4 kgf.m...Cabine simples ou dupla, tração traseira ou nas quatro rodas, desde 2009 na quarta geração. 2. Chevrolet Silverado (520 604 vendas) Mais uma picape que seria considerada um caminhão no Brasil, a Silverado esteve por alguns anos por aqui, saindo de linha logo depois. É claro que essa picape não se comportará como um carro, mas quem se importa? Pegue o seu copo do Starbucks, ouça o rádio e o dirija tranquilamente com uma só mão. Desde dezembro de 2012, a terceira geração dessa grande picape (grande para os termos americanos, também) traz de série o motor 4,3 V6 com 42 kgf.m e transmissão automática de seis marchas. Se quiser mais força, tem ainda os V8 5,3 com 52,8 kgf.m ou 6,2 com 63,5 kgf.m, sendo a transmissão automática opcional na primeira e de série na segunda. Cabine simples, cabine simples com entre-eixos maior, cabine dupla, cabine dupla com mais espaço no banco traseiro e ainda cabine dupla com mais espaço no banco traseiro e com maior caçamba. Tração traseira ou nas quatro rodas. 1. Ford F-Series (733 287 vendas) Um dos maiores ícones da tradição americana, a F-150 está na liderança há mais de 30 anos e não deve sair tão cedo. Com geração toda nova (décima terceira) que chegou em novembro de 2014, a picape traz o 3,5 V6 aspirado de 34,9 kgf.m como ponto inicial, havendo ainda o 2,7 V6 com turbo e 51,7 kgf.m e o 5,0 V8 com 53,4 kgf.m como opcionais, todos com a transmissão automática de seis marchas. O opcional 3,5 V6 com dois turbocompressores e 64,9 kgf.m e com transmissão automática de dez marchas traz ainda mais força para fazer reboque. Cabine simples, cabine estendida e cabine dupla, com tração traseira ou nas quatro rodas. ¹ ver: https://www.cars.com/articles/consumer-reports-reliability-study-toyota-thrives-fiat-fails-1420682551916/ Fonte das imagens e informações sobre os veículos: http://www.caranddriver.com/flipbook/sales-tale-these-are-the-25-best-selling-vehicles-of-2016# Você pode também olhar o blog.
  6. Você sabe que, no cenário brasileiro atual, sem muitas perspectivas para recuperação, investir em carros torna-se cada vez mais difícil. Homologar um modelo para a burocracia "braso-soviética" não é para qualquer um, os impostos são escorchantes... eu sei, eu sei que para você é chato ficar repetindo. Mas a realidade tem de ser mostrada. Apesar de tudo isso, 2016 foi um ano de muitos lançamentos dos utilitários, segmento que foi o que de fato trouxe boas novidades. Independentemente se você gosta deles ou não, o fato é que investir neles é o que há de menos arriscado para agora. E quando se investe em carros, o retorno esperado é para os próximos anos. Dito isso, vamos então aos carros que, na minha visão, poderiam fazer sucesso no labiríntico mercado brasileiro de carros. Independentemente em um mercado fechado (como agora) ou aberto (como foi em parte da década de 90). Mazda CX-3 Imagens: Jalopnik e Consumer Guide, respectivamente. Esse seria um grande concorrente no segmento dos utilitários no qual está inserido Honda HR-V, Nissan Kicks, Ford Ecosport, Jeep Renegade, Peugeot 2008 e JAC T5. A Mazda por aqui ficou conhecida nos bons tempos de real forte e muitos importados com o seu MX-3 e o MX-5, na década de 90, ficando até a primeira década de 2000, quando encerrou as suas operações de vez. Assim como o HR-V, ele traz desenho esportivo e, como tradição da marca, um bom comportamento dinâmico, além do interior. E sem deixar de mencionar a confiabilidade e robustez. Atualmente é feito em Hiroshima, no Japão, e não deixaria de ser interessante com o SkyActiv 2,0 litros de 146 cv. Oferece transmissões automática e manual, ambas de seis marchas. Em uma conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete), ficaria por volta de R$44,7 mil. Mazda CX-5 Fotos: Consumer Guide Outro japonês que seria competitivo, o modelo é feito na mesma linha de Hiroshima e poderia bater de frente com carros como o Hyundai Tucson (não usarei a terminologia e denominação da Hyundai Motor Brasil), além de Toyota RAV4, Jeep Compass, Honda CR-V, entre outros. Tem opções por transmissão manual ou automática de seis marchas, e motores 2,0 e 2,5 litros (este último sem opção por câmbio manual). Nada mal. A versão mais barata, no México, nas mesmas metodologias utilizadas, custa R$60 mil aproximados. Toyota Yaris Fotos: Auto Cosmos e Toyota Mexico. Outro carro que poderia ser comercializado. Econômico, eficiente, durável e confiável. Você precisa mais que isso em um carro desse segmento? Vem com transmissão manual de cinco marchas ou transmissão de variação contínua, no motor 1,5 litro de 107 cv. Mas não, a Toyota do Brasil decidiu que o Etios ocuparia este lugar. E você que engula. Os mexicanos, os chilenos, eles podem. Você não. Fique apenas com o Etios. Você não tem esse direito. Contente-se com isso. R$30,9 mil na versão mais básica, também do México. Toyota Camry Fotos: Consumer Guide. Toyota, desista de importar o Camry do Japão. Importe do México! Além de mais bonito, ainda mais barato. Em um segmento hoje dominado pelo Ford Fusion, é certo que, se trouxesse um preço competitivo (ou menos caro) para tanto os modelos de motor 2,5 litro (178 cv) quanto os 3,5 V6 (268 cv), ambos com transmissão automática de seis marchas, teríamos então um forte concorrente. Por que o público do Corolla, que de repente guardou uma quantia, não pode subir um andar e optar pelo Camry quatro-cilindros? Ele apenas quer um carro confortável (certamente o ideal para a pavimentação brasileira), espaçoso, confiável e durável. A Toyota não tem o melhor pós-venda do Brasil? Não deixam de comprar um Land Rover por um Hilux SW4? Pois então. Preços não encontrados no site da Toyota do México. Toyota 86 Foto: Toyota da Argentina. Sim, isso mesmo que você leu. Os argentinos podem comprar o 86, o esportivo da marca. Esportivo esse que já teve logomarca da Scion nos EUA (divisão hoje extinta da Toyota) e hoje permanece com as logomarcas Subaru (como BRZ) e Toyota. Mas por qual motivo? O carro foi fruto de uma parceria entre ambas as marcas. O motor, em posição longitudinal e com cilindros opostos (boxer), é um pequeno 2,0 litros com 200 cv e 20,9 kgf.m, aspirado, e que combina injeção direta e indireta. Não vai ganhar de um GTI em desempenho, mas a essência do carro focado em comportamento está lá: tração traseira, câmbio manual de seis marchas (ou automático de seis) e, com a ajuda do motor boxer, menor centro de gravidade. Foi muito bem-avaliado em meios de imprensa norte-americano e europeu. Bom, a Toyota infelizmente não colaborou e não disponibiliza (ao menos de forma clara e objetiva) em seu site argentino os preços. Volkswagen Polo Foto: Volkswagen do México Parecia tão simples a Volkswagen ter elaborado a sua linha... Up, Polo, Golf, Jetta, Passat. Mas não, fica tudo mais difícil porque... aquela mesma conversa de sempre de mercado emergente (diga-se, mercado de país pobre). A verdade é que para eles não somos dignos o suficiente. Bem-construído, confiável, refinado e versátil, o Polo, especificamente o de quarta geração (o da geração anterior à esta não será abordado) teve uma trajetória iniciada por aqui em 2002, com aquele visual moderno e interior muito bem executado. Adjetivos que, para a marca no Brasil, foram o bastante para defini-lo de maneira infeliz como "compacto premium". Permaneceu assim por vários anos, na mesma forma e carroceria. Não fez muito sucesso. Foi se envelhecendo com a chegada de carros como Punto e Fiesta (por favor, não venha me dizer que é New Fiesta). Hoje continua um modelo muito interessante no mercado de usados. Nesse ano é provável que o novo Gol chegue e que, segundo a Volkswagen do Brasil, será parecido ao Polo. Vão gastar tanto dinheiro nesse carro, por que então não refazem de uma vez o Polo aqui, como já fizeram? À partir de aproximados R$32,6 mil, numa conversão feita no momento desse texto, se fosse comprado do México (descontando taxa, imposto e frete). Já poderia vir com os mesmos motores já utilizados aqui no Up, Jetta e Golf. Peugeot 301 Fotos: Best Cars e Peugeot do Egito. Enquanto a marca goza de reputação de carros robustos e confiáveis em países da África e do Oriente Médio, a mesma situação muda totalmente no Brasil. Poderia vir com o 1,2 litro aspirado, assim como o já conhecido 1,6. Do segmento dos sedãs derivados de compactos (ou subcompactos, se você for um europeu ou americano que está aprendendo português aqui), o carro tem medições próximas aos concorrentes em proposta Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Renault Logan e Nissan Versa. Compartilha a plataforma com C4 Cactus, Peugeot 208, entre outros. Poderiam também adaptar a transmissão Aisin, porque a AT8 já está um tanto defasada para cá. Preço aproximado de R$37 mil, na Peugeot do México nas metodologias previamente usadas. Seu primo, o Citroën C-Elysée (pronuncie o nome como "siélizê"), já participou até no campeonato de rali no World Touring Car Championship, se destacando nas pontuações. Fotos: AutoEvolution e Citroën de Portugal. É óbvio que cabem muitos mais modelos nessa lista. Se fizer sucesso, farei uma lista com mais modelos. Você também pode dar uma olhada no blog.
  7. É evidente que não existe jornalismo automotivo apenas no Brasil e, para você, que ainda não tem inglês avançado (como eu), você precisa entender algumas expressões tanto dos britânicos quanto dos estadunidenses (ou norte-americanos ou americanos, as you wish). Então peguemos um exemplo, do Honda Civic de oitava geração, avaliado pela mídia Consumer Guide, uma das melhores dos EUA que pude consultar até hoje. São objetivos e diretos ao ponto. Coletemos os trechos: Pros: Control layout/materials / Fuel economy / Quietness (sedan) / Steering/handling (Si): Control layout/materials se refere à respectivamente ergonomia/acesso aos comandos e materiais se refere aos materiais de acabamento interno. Fuel economy é o consumo do carro, quietness ao silêncio a bordo e steering/handling à precisão da direção em altas velocidades e a segurança que passa ao condutor. Cons: Acceleration (hybrid) / Cargo room / Noise / Rear-seat comfort (coupe): Acceleration à aceleração, Cargo room ao espaço no porta-malas, Noise ao alto ruído interno (barulhos incluindo de rodagem e ruídos de vento) e Rear-seat comfort ao conforto de quem senta no banco de trás. "[...] Sedans take bumps in stride, with good absorbency and little float or wallow. LX and EX versions are especially stable at highway speeds. Coupes feel choppier on uneven surfaces, but even a firm-suspension Si never jars. " A palavra bump pode significar inúmeras coisas (assim como as demais expressões) e, como na língua inglesa, deve ser utilizada (além de seus sinônimos) de acordo com o contexto no qual foi colocada. No contexto se refere à solavancos e impactos existentes no asfalto norte-americano. Traduzindo para o bom português brasileiro: Sedãs passam por impactos e solavancos, com boa absorção e pequena flutuação. Versões LX e EX são especialmente estáveis à velocidades de rodovia. Os coupés passam mais imperfeições em superfícies desniveladas, mas mesmo uma firme suspensão do Si nunca sacode. Agora vamos ao CarWow, mídia automotiva britânica na qual está hoje o Mat Watson (que estava no CarBuyer, onde estava também a Rebecca Jackson), analisando o Civic¹ (de nona geração). [Nota do editor: pontos positivos] Big boot / Clever interior / British built: Não, o carro não tem uma grande bota... boot aqui se refere ao espaço do porta-malas (enquanto nos Estados Unidos é trunk), portanto, o carro foi elogiado pelo espaço no porta-malas. Clever interior a um interior inteligente. British built pode soar como nacionalismo, mas como o carro é feito no Reino Unido (até hoje, cuja versão única feita na décima geração, a hatchback, é exportada para os EUA), pode significar vantagens em qualidade construtiva. Você também concorda que o interior é inteligente? [Nota do editor: pontos negativos] High prices / Poor rear visibility / Ride quality complaints: Você achou que a Honda apronta essa só no Brasil? Pois então, it's a car with high prices, altos preços. Poor rear visibility à pobre visibilidade traseira. Ride quality complaints... qualidade de montar no carro? Não! A expressão ride é usada nas mídias de língua inglesa para se referir ao comportamento da suspensão e/ou à rodagem. No caso, queixas quanto ao rodar do carro. Espero ter esclarecido. ¹ Geração não-avaliada pela Consumer Guide. Certamente receberia duras críticas, como recebeu nas demais mídias do país, tanto que no ano seguinte a Honda fez reformulação (incluindo suspensão e materiais de acabamento). Será que no Brasil recebeu a mesma recepção? Você também pode acessar este texto pelo blog.